Varejo goiano se movimenta para as vendas de fim do ano

Varejo goiano se movimenta para as vendas de fim do ano

22 de novembro de 2021

Presidente-executivo do grupo Novo Mundo, José Guimarães: confiança na retomada

Com o sinal amarelo ligado pelo Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE) apontando queda de 7,5% nas vendas de setembro no comércio em Goiás, empresários têm lançado mão de diversas estratégias para garantir um final de ano ao menos no empate com o resultado de anos anteriores. As apostas vão desde promoções reais na Black Friday ao alongamento no prazo de pagamento, passando por entrega rápida e regulagem fina de estoques e custos.

Na rede Novo Mundo, por exemplo, já não há mais diferença de preço entre lojas físicas e virtuais. A empresa remodelou seus pontos de venda integrando operações, esticou para até 24 vezes o parcelamento de compras e promete entregar o produto em até 48 horas em qualquer de suas praças. Para as capitais, diz o presidente-executivo do grupo, José Guimarães, as lojas Novo Mundo entregam o produto em até 2 horas.

“Nosso esforço é para acompanhar a alta da inflação e queda na renda do consumidor. Estamos confiantes, já melhoramos os resultados em outubro e esperamos crescer no mínimo 10% neste mês com a Black Friday”, disse o chefe operacional da Novo Mundo, que conta com 144 lojas em nove estados brasileiros e mantém o plano de abrir mais 20 lojas no ano que vem.

“No nosso caso, se empatar com o ano passado, já estaremos felizes”, brinca Cintia Simão, dona da Triagem Jeans, que fabrica e vende jeans feminino com marca própria há 51 anos. Ela diz que o ramo de confecção segue ainda muito impactado pela crise gerada na pandemia. Das sete lojas que tinha, teve que reduzir a duas. “Inflação também preocupa. Meu frete representava 3% da operação, hoje tá na casa dos 4,5%”, revela a empresária que se diz confiante, apesar das dificuldades.

Otimismo

Para o presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Marcelo Baiocchi, a queda no setor captada pelo IBGE é preocupante mas variável, porque, na visão dele, pegou setores que já vinham funcionando na pandemia. “Se você observar o ramo de móveis e eletrodomésticos, houve uma migração [de vendas] das lojas para os grandes supermercados, que seguiram funcionando e agora houve uma acomodação”, sugere.

Baiocchi diz que com o avanço da imunização da população contra Covid-19, a retomada virá de forma gradual. Segundo ele, a Fecomércio estima que as vendas do Natal neste ano devem crescer cerca de 20% sobre o ano passado. “Vamos pelo menos igualar o desempenho de 2019, mas quem fizer o dever de casa, pode se beneficiar dessa volta do consumidor na reta final”, disse o dirigente citando a campanha de Black Friday no fim deste mês. “Por dever de casa”, Baiocchi sugere fazer “promoção de verdade”.

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