Prefeitura e entidades querem tornar Goiânia a capital da moda

Prefeitura e entidades querem tornar Goiânia a capital da moda

29 de outubro de 2021

Região da 44 em Goiânia emprega cerca de 160 mil pessoas e será beneficiada com projeto da Prefeitura de Goiânia

Considerado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) um dos pilares estratégicos para o crescimento econômico, sobretudo para geração de emprego e renda na capital e municípios do interior, o setor de moda em Goiás vai ganhar um projeto que prevê ações para o fomento e fortalecimento da atividade em todo o Estado. Debatido pela Câmara Setorial da Moda (Casmoda) da Fieg, na quinta-feira (28), o planejamento estratégico prevê ações para o fomento e fortalecimento da atividade em todo o Estado. A reunião presencial contou com presença do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz; do secretário estadual de Indústria e Comércio, Joel Sant’anna Braga Filho; secretários municipais e lideranças empresariais.

O projeto, que prevê ações coordenadas pela Fieg com apoio do Sebrae, vai estimular eixos estruturantes do setor, como Inovação e tecnologia, Pesquisa e desenvolvimento, Acesso a mercado e eventos, Arranjos produtivos (APL), desenvolvimento do Selo da Moda Goiana, Formação e Desenvolvimento das empresas e Captação de recursos e investimentos. As ações envolverão comitês multissetoriais, com participação de instituições do Sistema S (Senai e IEL), universidades, fundações de pesquisa e secretarias municipais de Goiânia e Secretaria de Indústria e Comércio de Goiás.

“Queremos tornar Goiânia a capital da moda do Brasil, transformando-a no maior polo distribuidor de moda do País”, afirmou o prefeito Rogério Cruz. O gestor ressaltou a importância da parceria com o setor produtivo e citou que estão sendo estudadas políticas públicas com vantagens competitivas para que os empreendedores do segmento possam avançar com suas atividades no município.

Nesse sentido, a secretária municipal de Relações Institucionais, Valéria Pettersen, destacou a parceria com a Casmoda e anunciou projeto da Prefeitura de Goiânia que será voltado à revitalização da Região da 44, que emprega cerca de 160 mil pessoas,  e de outros importantes polos de confecção da capital. “Queremos intensificar o turismo de negócios e atrair investimentos. Para tanto, prevemos ações em infraestrutura urbana, com implantação de ruas inteligentes nos polos atacadistas, além de atuação voltada para incentivar a moda como um todo, não só roupas, mas acessórios, calçados e cosméticos”, explicou.

O secretário estadual de Indústria e Comércio, Joel Sant’anna, reafirmou a parceria do Estado com o desenvolvimento do setor e ressaltou a importância do segmento na geração de emprego e renda, sobretudo a participação do empreendedorismo feminino e empregabilidade da mulher. O gestor mencionou ainda o projeto Cinturão da Moda, idealizado pelo governo estadual para fomento da atividade. “O setor é estratégico na geração de empregos no Estado. Estamos prontos para agir em conjunto e ansiosos pela retomada econômica. Com a expertise da Fieg, Senai e Sebrae vamos avançar”.

Anfitrião do evento, o presidente da Casmoda, José Divino Arruda, destacou ações que já estão sendo desenvolvidas pela Câmara, em parceria com o Sindicato das Indústrias do Vestuário no Estado de Goiás (Sinvest), em municípios do interior e que agora, com a parceria com a Prefeitura de Goiânia, serão também intensificadas na capital. “O projeto Confecciona Mais Municípios Goianos já chegou a 16 cidades do interior. Em Campos Verdes, a iniciativa já atraiu cinco empresas, gerando cerca de 300 empregos e, em Santa Helena, já são 870 pessoas empregadas, número que deve chegar a 1000 empregos até o final do ano”, afirmou.

José Divino:”Buscamos convergir as petições das 34 entidades que compõem a Casmoda”

Na capital, José Divino explica que está sendo estruturada, em parceria com a prefeitura, a ação Goiânia Tá na Moda, com foco nos polos atacadistas, além de projeto que propõe escalonamento de descontos no IPTU para empresas do setor, de acordo com a quantidade de empregos gerados pelo negócio. “Buscamos convergir as petições das 34 entidades que compõem a Casmoda. A Câmara não é somente Fieg, mas de todos que participam. Essa união traz força para o setor”, avalia.

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