Fieg e Sebrae assinam convênio para estudo da agroindústria de Goiás

Fieg e Sebrae assinam convênio para estudo da agroindústria de Goiás

30 de setembro de 2021

João Carlos Gouveia (Sebrae), Tiago Mendonça (Seapa), Antônio Carlos Lima Neto (Sebrae), Sando Mabel (Fieg), Marduk Duarte (CTA/Fieg) e Marcelo Lessa (Sebrae)

Um completo raio X das cadeias produtivas do agronegócio em Goiás. Esse foi o desafio lançado na parceria estratégica firmada entre a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Goiás (Sebrae)  nesta quinta-feira (30), na Casa da Indústria, para realização de amplo estudo destinado a identificar os gargalos que travam o crescimento da agroindústria no Estado, com execução técnica da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Idealizador da iniciativa, o presidente do Conselho Temático do Agronegócio (CTA) da Fieg, Marduk Duarte, destacou que a parceria viabiliza estudo com foco no mercado, na cadeia dos produtos e no incentivo à industrialização de commodities em Goiás. “Do campo à mesa dos goianos, do agricultor à indústria. Vamos percorrer esse caminho, identificar os gargalos e apresentar, até o meio do ano que vem, prévia do estudo para expor as prioridades de cada um dos setores aos candidatos ao governo do Estado”, afirmou.

O presidente da Fieg, Sandro Mabel, ressaltou a importância do trabalho para avanço de pauta estratégica para Goiás e o Brasil. “Nos últimos anos, a indústria goiana e nacional vem perdendo competitividade, com clara falta de políticas públicas de incentivo. Estamos vivenciando uma desindustrialização. Não existe País rico exportando commodities”, defendeu.

Sandro Mabel sustentou a necessidade de reter parte do que é produzido no agro para criação de áreas de industrialização, gerando emprego, renda e maior arrecadação para o Estado. “Temos que criar políticas alinhadas com a legislação internacional, proporcionando competitividade para exportarmos produtos industrializados, e não in natura. Caso contrário, o Brasil vai sucumbir ao mundo”, alertou.

O diretor-superintendente do Sebrae Goiás, Antônio Carlos Lima Neto, apresentou os objetivos do convênio firmado com a Fieg e listou as oito áreas do agronegócio que serão beneficiadas com informações estratégicas. Segundo ele, serão aplicados R$ 415,8 mil na realização do estudo, que beneficiará diretamente os segmentos produtivos de grãos (soja e milho), suínos, aves, lácteos, algodão, silvicultura, sucroenergético e de bovinos e couro.

“Com esse amplo mapeamento, esperamos identificar oportunidades de negócios e investimentos e propor soluções que tragam mais competitividade às indústrias e ampliem as possibilidades de substituição das importações”, explicou Lima Neto. De acordo com o diretor, a parceria tem o “propósito único de fortalecer a indústria e a cadeia produtiva goiana”, ofertando informações relevantes, que vão contribuir com a tomada de decisões, atrair investimentos e beneficiar um universo de cerca de 620 mil pequenos negócios.

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