Fieg faz 70 anos e cobra nova política industrial

Fieg faz 70 anos e cobra nova política industrial

28 de setembro de 2021

Izabela agradeceu em nome do marido Carlos Alberto a homenagem da CNI e  da Fieg

Além do tom festivo, a solenidade de comemoração dos 70 anos da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), realizada nesta segunda-feira (27), em Goiânia, com a participação da diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), se transformou também no momento de reflexão e cobrança de uma nova política industrial no Estado para a busca de soluções em relação aos problemas enfrentados pelo setor não só em Goiás, mas também no País..

Até mesmo nos discursos da solenidade de entrega da medalha da Ordem do Mérito Industrial ao senador e empresário Vanderlan Cardoso e ao empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade (in memoriam), não faltaram críticas aos governos estadual e federal em relação à inexistência de políticas para tornar o setor mais competitivo e inovador.

O presidente da Fieg, Sandro Mabel, reforçou a luta da entidade que elegeu a industrialização de grãos (soja e milho) e minérios entre os pilares do desenvolvimento da indústria goiana, sobretudo no momento de retomada da economia pós-Covid-19, capaz de agregar valor às nossas matérias-primas, elevar a arrecadação e gerar emprego e renda. “Ninguém fica rico só exportando matéria-prima, vendendo commodities e comprando produtos processados. Precisamos incentivar a industrialização para criar riqueza aqui”, frisou, ao criticar o governo estadual de “fazer ouvidos moucos”.

Sandro Mabel também destacou o trabalho da Fieg nos seus 70 anos, lembrando que a entidade tem capitalizado importantes avanços no desenvolvimento industrial goiano “ao impactar positivamente a economia e a melhoria da qualidade de vida da população, por meios de serviços oferecidos pelo Sistema Fieg – a própria Fieg, Sesi, Senai, IEL e Sindicatos Industriais”.

Obstáculos

Ao agradecer a homenagem recebida, o senador e empresário Vanderlan Cardoso disse que era momento de celebrar, mas também de refletir, analisar os problemas e apontar caminhos e soluções, pois os obstáculos da indústria são inúmeros. Entre os desafios citou a necessidade da consolidação de uma política sólida voltada ao desenvolvimento industrial do Estado de médio e longo prazo, com foco na sustentabilidade. “Temos ainda altas taxas de administração e juros, mesmo advindos dos Fundos Constitucionais. Chega-se ao absurdo de que o Fundo Constitucional do Centro-Oeste, o FCO, o custo dos juros para a indústria é pós-fixado e para o agronegócio é pré-“fixado”, reclamou.

Ao receber a medalha da Ordem do Mérito Industrial em nome do seu marido Carlos Alberto Oliveira Andrade, que faleceu recentemente, Izabela Andrade declarou: “Quero agradecer em nome do Carlos a todos por essa belíssima homenagem neste Estado que lhe proporcionou a realização do seu maior sonho: a produção de um carro com seu nome, representando a capacidade da indústria brasileira de traçar seu próprio destino”.

O presidente da CNI,Robson Braga de Andrade, foi surpreendido ao receber o título de Cidadão Goiano, que foi entregue pelo deputado estadual Virmondes Cruvinel Filho (Cidadania). “Gostaria de parabenizar todos os colaboradores deste importante sistema e desta importante Federação pelo que construíram nestes 70 anos e por sua contribuição ao desenvolvimento do Estado de Goiás”, afirmou Robson Andrade.

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