Inflação de agosto é a maior dos últimos 21 anos no País

Inflação de agosto é a maior dos últimos 21 anos no País

9 de setembro de 2021

A inflação de agosto foi a mais alta registrada (para o mês) nos últimos 21 anos, comprovando que a escalada de preços no Brasil continua avançando de forma significativa e já demonstra falta de um risco controle pelas autoridades monetárias. O IBGE divulgou hoje que o IPCA de agosto foi de 0,87%, o maior porcentual no mês desde 2000. No ano, acumula alta de 5,6% e, nos últimos 12 meses, de 9,6%.

O custo de vida em Goiânia no mês de agosto aumentou mais do que a média nacional, segundo o IBGE. O IPCA no mês foi de 1,05% e, no acumulado dos últimos 12 meses, passou pela primeira vez da casa dos 10 pontos porcentuais: o IPCA na capital goiana acumula alta de 10,5%. Os preços dos combustíveis e da energia elétrica continuam sendo os principais vilões.

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta em agosto no Brasil. A maior variação (1,46%) e o maior impacto (0,31 p.p.) vieram dos transportes, influenciado pelo aumento nos preços dos combustíveis e nos dos veículos novos e usados. A segunda maior contribuição (0,29 p.p.) veio de alimentação e bebidas (1,39%), que acelerou em relação ao mês anterior (0,60%). Na sequência, veio habitação (0,68% e 0,11 p.p.), cujo resultado ficou abaixo do registrado em julho (3,10%). Os demais grupos ficaram entre o -0,04% de saúde e cuidados pessoais e o 1,02% de vestuário.

Juros devem subir mais
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconheceu que o núcleo da inflação está muito mais alto do que a autoridade monetária gostaria. Ressaltou que o BC fará o que for preciso para controlar a inflação em meio à elevação das expectativas para o IPCA e o choque do aumento de preços na economia.

Mas o problema não é apenas no Brasil. O aumento recente da inflação nos países ricos deve levar a uma alta de juros e reduzir investimentos em países emergentes. Essa foi a avaliação do Comitê de Estabilidade Financeira do Banco Central (Comef). Segundo a autoridade monetária, o cenário de risco pode tornar o investidor mais cauteloso. Este, por sua vez, vai optar por aplicações mais seguras, afetando os preços dos ativos financeiros. Dessa forma, o ambiente fica desafiador para países em desenvolvimento. No caso, para o Brasil.

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