Mercado prevê inflação de 7,11% este ano e alta menor do PIB

Mercado prevê inflação de 7,11% este ano e alta menor do PIB

23 de agosto de 2021

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) deste ano subiu de 7,05% para 7,11%. É a 20ª elevação consecutiva na projeção. A estimativa está no boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central. Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,93%. Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,25% e 3%, respectivamente.

Os analistas também estimaram uma alta menor do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados foram levantados na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. A projeção para z taxa de câmbio no fim de 2021 permaneceu em R$ 5,10. Para o fim de 2022, ficou estável em R$ 5,20 por dólar.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%

PIB

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, os economistas do mercado financeiro reduziram estimativa para o crescimento de 5,28% para 5,27%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para 2022, o mercado baixou a previsão de alta do PIB de 2,04% para 2%. Apesar de a economia ter mostrado reação no fim de 2020 e começo deste ano, a despeito da pandemia da Covid-19, tensões políticas e “riscos fiscais” (dúvidas sobre a sustentabilidade das contas públicas) têm contido as previsões de alta da atividade nas últimas semanas.

Taxa Selic

O mercado financeiro também manteve em 7,50% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. Com isso, os analistas seguem estimando alta nos juros em 2021.

Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia foi aumentada pelo BC para 2,75% ao ano. Em maio, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano e, em junho, a taxa subiu para 4,25% ao ano. Na semana passada, subiu para 5,25% ao ano.

Para o fim de 2022, os economistas do mercado financeiro mantiveram a expectativa para a taxa Selic para 7,50% ao ano, o que pressupõe estabilidade do juro básico da economia no ano que vem.

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