Fertilizantes Heringer vai retomar atividades em Rio Verde

Fertilizantes Heringer vai retomar atividades em Rio Verde

3 de agosto de 2021

Dalton Dias Heringer, presidente da empresa que leva o seu nome e fatura quase R$ 5 bilhões por ano

A Fertilizantes Heringer anunciou nesta terça-feira (03/8) que retomará nos próximos meses as atividades na unidade de Rio Verde, que estava hibernada desde fevereiro de 2019, quando a empresa entrou num processo de recuperação judicial. Na época foram paralisadas nove unidades e fechadas algumas das operações e centros de distribuição da companhia, que acumulava dívidas em torno de R$ 3 bilhões.


A retomada de unidades que estavam paralisadas é fruto de uma melhora nas contas da empresa. Ela obteve um lucro líquido de R$ 144,7 milhões no segundo trimestre deste ano, um resultado que a Heringer atribuiu a uma “ótima performance de lucratividade” e ao “ganho cambial no trimestre”. No mesmo período de 2020, ela teve prejuízo líquido de R$ 47,1 milhões.

Nascida em Minas Gerais há mais de 50 anos, a Heringer teve em 2020 faturamento bruto de R$ 4,7 bilhões e lucro líquido de R$ 63,9 milhões. Cinco dos principais bancos que acompanham a empresa, cujas ações são negociadas em bolsa desde 2007, como o Banco do Brasil, Deutsche Bank, Morgan Stanley, baú BBA e Merrill Lynch, estão prevendo para este ano uma receita liquida de R$ 5,2 bilhões.

Em volume, no ano passado, a empresa vendeu 4,8 milhões de toneladas de adubo, 17% do consumo no mercado nacional, que foi de 28,3 milhões de toneladas, estimado pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) em R$ 27,8 bilhões. Hoje, a Heringer compete em condições de igualdade na distribuição de fertilizantes, com multinacionais americanas do porte da Bunge e da Mosaic, controlada pela Cargill.

A Heringer conta com 50 mil clientes em 3,7 mil localidades, que representam quase 70% do total de municípios do País. “Nosso adubo nunca está a mais de 100 quilômetros de um agricultor que precise dele”, diz Dalton Dias Heringer, presidente da empresa.


A empresa de fertilizantes cresceu na esteira do Brasil como grande produtor de alimentos e de energia renovável. Nasceu em 1969, na mesma época em que a Embrapa começava a descobrir as tecnologias para recuperar os solos ácidos e pobres de nutrientes do cerrado brasileiro, que nas décadas seguintes provocaria uma revolução na agricultura do País.

Com a expansão do negócio, foi criada uma rede de 20 fábricas misturadoras de adubo, nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Sergipe, além de Minas Gerais e Espírito Santo, e uma fábrica para produzir fosfato simples, uma das fontes de fósforo na formulação dos fertilizantes.

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