Carros populares ficam raros e usados valorizam

Carros populares ficam raros e usados valorizam

20 de julho de 2021

A escassez de semicondutores já levou as montadoras brasileiras a priorizarem modelos mais caros de carros. Base dos melhores anos das vendas de automóveis, os carros populares são hoje uma parcela mínima da produção da indústria: se até três anos atrás 60% dos carros vendidos no Brasil custavam menos R$ 70 mil, hoje a situação se inverteu, com 68% acima e 32% abaixo dessa marca.


Para especialistas a volta dos modelos populares ainda deve demorar: além de os próprios fornecedores de semicondutores privilegiarem a indústria de tecnologia, em vez das montadoras, a própria cadeia vai continuar dando maior preferência aos modelos mais rentáveis, que são de maior valor.


Como alternativa, os brasileiros têm se voltado aos usados: a venda desses carros cresceu 63% no primeiro semestre em relação a igual período de 2020. Com mais demanda, os preços estão subindo acima da inflação. E se a tendência for mantida, o valor do IPVA promete ficar mais caro ano que vem.

Pesquisa

A Anfavea e a Webmotors realizaram um estudo sobre intenção de compra de veículos para o segundo semestre de 2021. Realizado em junho com 4.240 usuários do aplicativo da Webmotors de todas as regiões do País, o estudo aponta perspectiva positiva, pois, de modo geral, 75% dos entrevistados declararam ter intenção de compra ou troca do veículo ainda esse ano e apenas 7% informaram desistência de compra, e 18% prorrogaram a compra para 2022.

Entre quem já possui um carro, a opção por um modelo usado foi citada por 86% e por um “zero Km” por 14%. Com relação às carrocerias que pretendem comprar, há movimentações entre as preferências, pois, na comparação entre as pesquisas, essa distribuição foi: hatchs passaram de 18% para 16%; sedans de 34% para 29%; SUVs de 38% para 39%; picapes de 7% para 13% (quase dobrou); e as outras carrocerias permaneceram em 3%.

Entre aqueles que ainda não têm carro, a opção pelos usados foi citada por 94% e pelos novos por 6%. Com relação às carrocerias, as preferências para a intenção de compra esse ano ficaram distribuídas da seguinte forma, considerando a comparação com a última pesquisa: hatchs passaram de 41% para 36%; sedans de 32% para 34%; SUVs de 18% para 20%; picapes de 7% para 6%; e as outras passaram de 2% para 4%.

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