Produção industrial goiana cresce, mas não recupera perdas de 2020

Produção industrial goiana cresce, mas não recupera perdas de 2020

8 de julho de 2021

A produção industrial apresentou crescimento médio de 4,8% em maio, comparada com a de abril deste ano. Foi o melhor resultado entre as regiões pesquisadas pelo IBGE. Na mesma comparação, a produção nacional apresentou avanço de apenas 1,4%. Entretanto, apesar do viés de alta, o aumento das vendas das indústrias goianas neste ano ainda, pela média, é insuficiente para recuperar as perdas do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresenta ainda pequena queda de 0,4%.


Segundo análise da equipe econômica da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), na comparação de maio deste ano com maio de 2020, a atividade industrial goiana permaneceu em queda, -0,3%, enquanto o consolidado nacional registrou alta de 24%. Nessa base de comparação, Goiás ficou com o terceiro pior resultado, na frente apenas de Mato Grosso e Bahia, que registraram queda de 2,2% e 17,7%, respectivamente.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, ressaltou o comprometimento dos empresários goianos por enfrentarem uma pandemia e conseguir se destacar em cenário nacional. “Os empresários goianos são verdadeiros heróis que enfrentam muitas dificuldades, a começar pela falta de apoio governamental. E mesmo assim, brigam, lutam por espaço e crescimento”, destacou.


Vale ressaltar que em maio de 2020 houve paralisação em várias plantas industriais, devido à Pandemia da COVID 19, fazendo com que o consolidado nacional apresentasse a pior queda da série histórica (-21,9%, em maio/2021). Logo, esse aumento de 24% na atividade industrial nacional tem como forte influência essa base de comparação baixa. Já na análise regional, Goiás demorou a sentir os efeitos da crise, e as sucessivas quedas que vêm sendo observadas nos últimos meses, reforçam essa teoria.
Os setores que mais influenciaram a queda atual foram: fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos e produtos alimentícios. Todos eles, setores que se mantiveram fortes no auge da pandemia, no ano passado.

No acumulado dos últimos doze meses, a indústria nacional avançou 4,9%, entretanto, Goiás não acompanhou essa tendência, ficando entre as cinco regiões com queda (-0,4%). Todas as regiões tiveram ganho nesse acumulado, na passagem de abril para maio. As regiões que apresentaram queda, tiveram melhora, exceto Goiás, a única região com perda entre os períodos (-0,1% para -0,4%, de abril para maio).


Sandro Mabel avalia que o resultado mensal (maio frente a abril) é positivo e reflete a confiança do empresário goiano. Entretanto, na análise mais completa, percebe-se ainda uma dificuldade em manter a atividade produtiva aquecida, que vem apresentando tendência de queda desde outubro de 2020. “Nós acreditamos na retomada da economia, e estamos investindo em qualificação profissional e tecnologia nas nossas indústrias, já preparando mão de obra para o mercado”, frisou.

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