Racionamento de energia causará grande impacto nas empresas goianas

Racionamento de energia causará grande impacto nas empresas goianas

7 de julho de 2021

A maioria das grandes empresas em Goiás não está preparada para a possibilidade, cada vez mais real, de racionamento no consumo de água e de energia elétrica no Brasil. A constatação é de pesquisa realizada no final de junho pelo Instituto Grupom com 180 empresários no Estado, a pedido do Grupo Líderes Empresariais, uma associação informal que reúne o PIB empresarial de Goiás. De acordo com a pesquisa, 53,8% das grandes empresas goianas demonstram não estarem preparadas para administrar os impactos de um racionamento de energia em suas atividades. No caso de um racionamento de água, esse porcentual aumenta para 66,2%.

A situação ganha maior dramaticidade quando é perguntado sobre os impactos que o racionamento pode causar nas suas empresas. No caso de energia, 81,6% responderam que terá alto ou muito alto impacto. Somente 7,7% afirmaram que haverá nenhum ou muito baixo. No caso de água, a situação é menos dramática, mas ainda assim preocupante: 46,2% responderam que haverá alto ou muito alto impacto caso precisem reduzir o consumo e 33,8% afirmaram que não haverá nenhum ou, se tiver, será muito baixo.

O problema está na dependência das grandes empresas goianas com a oferta de água e energia elétrica pelas concessionárias Saneago e Enel, respectivamente. Dos empresários pesquisados, 44,6% responderam que seus negócios têm alta dependência da água. Das empresas (um terço do total) que afirmam ter algum projeto ou ação para mitigar os efeitos de um possível racionamento de água, 61,9% apontaram poços artesianos como principal medida e, 23,8% delas, reuso da água.

A pesquisa não perguntou sobre a dependência de energia elétrica, mas é fácil de imaginar que o porcentual é até superior. Para agravar a situação, caso se confirme o racionamento no País, 53,8% dos empresários responderam que seus negócios não possuem nenhuma ação para reduzir a dependência da energia elétrica oferecida pela concessionária de distribuição. Das que responderam que possuem ou vão investir numa solução alternativa, 43,3% apontaram para uso de geradores (que possui custo alto) e 36,7% investiram ou pretendem investir em projetos de energia solar.

A preocupação é tanta, que a maioria dos empresários (70,7%) afirma que tem projetos em implantação ou que será implantado nos próximos 12 meses para reduzir essa dependência de água e energia das concessionárias. Somente 15,4% consideraram não haver necessidade de investir em alternativas para a oferta de água e energia elétrica aos seus negócios e atividades.

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