Economia goiana deve crescer 3,8% em 2021

Economia goiana deve crescer 3,8% em 2021

18 de junho de 2021

O Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás deve crescer 3,80% neste ano, o quinto maior entre os Estados e acima do aumento de 3,17% previsto para o Brasil, de acordo com levantamento da MB Associados. O crescimento econômico de Goiás, se confirmada a previsão, será superado pelo do Mato Grosso (4,97%), do Amazonas (4,78%), do Rio Grande do Norte (4,37%) e do Piauí (3,99%). Considerando os resultados oficiais desde 2010, e as projeções até 2022, o PIB de Goiás deverá crescer 19,7% neste período, o 9º maior aumento no País.


Conforme o estudo, os Estados cujas economias são atreladas ao agronegócio devem ser responsáveis por boa parte do crescimento do País em 2021 e também devem liderar a retomada da economia até 2022. Entre os primeiros colocados do ranking, Amazonas e Rio Grande do Norte são os únicos Estados cuja projeção de crescimento não está relacionada diretamente ao agronegócio, e sim a uma base de comparação mais fraca, uma vez que registraram em 2020 um tombo maior que o do PIB do Brasil.


A MB Associados faz uma projeção de que a renda total gerada pelo agronegócio brasileiro deverá atingir, em 2021, o valor de R$ 965 bilhões, representando aumento de 40% em relação ao ano passado, quando alcançou R$ 687 bilhões. “A tendência que já temos visto nos últimos anos e que permanece é que Estados com uma base de commodities fortes tendem a ter uma recuperação um pouco mais forte, como é o caso dos estados do Centro-Oeste especialmente”, afirmou o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale.


O especialista ressalta que é natural que haja um avanço maior entre os países mais pobres, logo após a crise de 2020. “Mas certamente o fato de as commodities terem tido expansão importante nesse período de crises sucessivas no País foi importante para manter a média elevada de crescimento nessas regiões”, diz.


Conforme a MB Associados, os gastos do governo ajudaram a conter um resultado econômico que poderia ser ainda pior. Apesar disso, ao aumentar de forma significativa o déficit primário e a dívida bruta, parte do mercado acendeu o alerta. A expectativa da MB Associados é que a dívida chegue a 92% do PIB em 2022, com um déficit primário acumulado nesse período da ordem de 16,5% do PIB.

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