Indústria goiana da construção é a 8ª maior do País

Indústria goiana da construção é a 8ª maior do País

17 de junho de 2021

A indústria da construção civil em Goiás é a maior do Centro-Oeste brasileiro, representando 41,8% do total das empresas na região. Os dados foram divulgados hoje (17/6) pelo IBGE e se referem a 2019, quando Goiás apresentava 1.882 empresas de construção atuantes, 3,4% do total no país. Isto coloca o Estado na 8ª colocação em número de empresas ativas no País. As empresas do setor (com 5 ou mais empregados) geraram R$ 8,3 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços em Goiás. No País este valor é de R$ 261,8 bilhões.


Essa representação de Goiás aumentou em relação a 2018, mesmo com a queda ocorrida no Estado, uma vez que o Centro-Oeste apresentou queda mais acentuada. O Estado perdeu 2% do número de empresas atuantes, sendo a segunda queda seguida, atingindo patamar pré 2011, enquanto a região perdeu 5,8%, com destaque para o Mato Grosso do Sul (-14,5%). No cenário nacional, a queda foi ligeiramente menor (-0,1%), saindo de 55.596 empresas para 55.555.


Além do recuo no número de empresas da indústria da construção em 2019, Goiás registrou o menor quantitativo de pessoal ocupado em 11 anos (50.994 pessoas), queda de 3,2% em relação a 2018 (52.684 pessoas) e de 42,4% quando comparado ao ano de 2013 (88.553 pessoas), que obteve o maior quantitativo de pessoal ocupado da série histórica. No cenário nacional, o resultado foi levemente diferente, com incremento de 0,1% na passagem de 2018 (1.703.667 pessoas) para 2019 (1.705.395 pessoas). Ainda assim, o total de ocupados na indústria da construção nacional foi 38,5% menor que o resultado de 2013 (2.773.953 pessoas), melhor resultado da série histórica.


Os gastos com salários, retiradas e outras remunerações totalizaram R$ 1,4 bilhão em 2019 em Goiás, valor 7,8% menor do que o registrado em 2018 (R$ 1,5 bilhão). O salário médio do pessoal em Goiás era R$ 2.132, representando queda de 8,9% em relação a 2018 (R$ 2.339). Nessa base de comparação, o valor em 2019 foi 21,7% menor que o do melhor ano da pesquisa (2014), quando o salário médio deflacionado era R$ 2.724. Já no Brasil, as empresas ativas empregaram 1,71 milhão de pessoas em 2019, e pagaram salários, retiradas e outras remunerações da ordem de R$ 52,6 bilhões. O salário médio mensal no País foi de 2,38 salários-mínimos, 0,4% maior que os de 2018.

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