Pequenos negócios lideram criação de empregos em Goiás

Pequenos negócios lideram criação de empregos em Goiás

31 de maio de 2021


Antônio Carlos, superintendente do Sebrae Goiás: “Ao pensar em superar a crise, é fundamental levar em conta as pequenas empresas e o empreendedorismo”

As micro e pequenas empresas (MPEs) lideram a retomada da criação de postos de trabalho em todo o país. Elas ofereceram três vezes mais vagas do que as Médias e Grandes Empresas (MGEs) no primeiro trimestre desse ano. Entre janeiro e março de 2021, foram 587 mil novos empregos com carteira assinada, em comparação com as 190 mil ocupações formais geradas pelas MGEs, de acordo com levantamento feito pelo Sebrae com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia. Ou seja, as pequenas empresas geraram 70% dos empregos com carteira assinada no país.

No ranking nacional dos estados que proporcionalmente mais contrataram graças às MPEs entre janeiro e março deste ano, Goiás aparece em quarto lugar, atrás apenas de

Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. A cada mil postos de trabalho já existentes, pequenas empresas goianas criaram 48,1 novos postos – quase o dobro dos números de São Paulo e Distrito Federal que se encontram, respectivamente, em 22° e 24° lugar no mesmo ranking.

Entre janeiro e março deste ano, Goiás registrou um saldo de 39.911 novas vagas de trabalho formais – um resultado de 175.182 admissões e 135.271 desligamentos ocorridos no mesmo período. No ano passado, esse saldo era de apenas 17.050.

Em 2021, seguindo a tendência nacional,  o setor que mais gerou empregos no estado foi o de serviços, com 15.707 vagas, na sequência vem a indústria, com 8.973, e o comércio, com 7.975. Ao contrário da média do país, em Goiás o quarto lugar ficou com o setor agropecuário, que gerou 4.761 empregos; e por último a construção, com 2.495 novas vagas formais, entre janeiro e março deste ano.

Em termos percentuais, todas as áreas apresentaram crescimento com relação ao mesmo período de 2020. Nesse sentido, o comércio foi o que se destacou: são 602 postos de trabalho criados entre janeiro e março de 2020, com um aumento percentual de 1.225% quando comparado ao período equivalente a 2021. O agronegócio foi o que teve menor resultado, cresceu 28% – comparado com um aumento de 131% na indústria, 125% na construção e 102% no setor de serviços.

“Ao pensar em superar a crise, é fundamental levar em conta as pequenas empresas e o empreendedorismo” – comenta Antônio Carlos de Souza Lima, superintendente do Sebrae Goiás. “Por isso, estamos juntos, de mãos dadas, criando conexões sólidas para recuperar o quanto antes a economia goiana, focando em ações efetivas direcionadas aos micro e pequenos empreendedores”, finaliza.

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