Desemprego volta a crescer em Goiás

Desemprego volta a crescer em Goiás

27 de maio de 2021

A taxa de desocupação em Goiás foi de 13,5% no primeiro trimestre de 2021, uma das mais altas nos últimos dez anos e invertendo uma pequena tendência de queda no final do ano passado. A taxa cresceu 2,2 pontos porcentuais em relação ao mesmo trimestre de 2020, segundo divulgou hoje (27/05) o IBGE. Em números absolutos, a PNAD Contínua estima que havia 485 mil desocupados no primeiro trimestre deste ano em Goiás.


Boa parte dos ocupados com empregos formais perderam seus postos de trabalho quando comparados o primeiro trimestre de 2021 com o último de 2020. Os empregados do setor privado foram os que mais sofreram, com a perda de 39 mil trabalhadores. Houve perda de 2 mil empregadores com CNPJ, mil trabalhadores domésticos com carteira assinada e mil empregados do setor público também com carteira assinada. Apenas a categoria dos trabalhadores por conta própria com CNPJ teve aumento (19 mil trabalhadores).


Já a taxa de informalidade permaneceu estável em Goiás no primeiro trimestre de 2021, quando comparada com o trimestre imediatamente anterior. A quantidade de trabalhadores dessa categoria foi estimada em 1,268 milhão de pessoas (40,9% da população ocupada). Por outro lado,
A força de trabalho é composta pelos ocupados (incluindo subocupados por insuficiência de horas) e desocupados.

Em Goiás, a força de trabalho foi estimada em 3,6 milhões de pessoas no trimestre de janeiro a março de 2021. Os subocupados são pessoas que, apesar de estarem inseridas no mercado de trabalho, encontravam-se subutilizadas. Em comparação com o trimestre anterior, esse grupo cresceu 23% no Estado, saindo de 127 mil pessoas para 157 mil. A força de trabalho potencial, que é composta pelos desalentados e indisponíveis, cresceu 11,1% em relação ao mesmo período de 2020. De janeiro a março de 2021, havia 209 mil pessoas neste grupo, 92 mil desalentados e 117 mil indisponíveis.


A taxa de subutilização da força de trabalho em Goiás no trimestre de janeiro a março de 2021 foi de 22,4%, crescimento de 1,6 ponto porcentual em relação ao trimestre imediatamente anterior, e de 2,8 pontos em relação ao mesmo trimestre de 2021. Isso significa que no primeiro trimeste de 2021, havia 851 mil pessoas na condição de subocupadas por insuficiência de horas, desocupadas, indisponíveis ou desalentadas, 68 mil a mais do que o trimestre de outubro a dezembro de 2020, e 82 mil a mais do que o mesmo trimestre de 2020.

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