Franquias goianas perdem R$ 200 milhões em 2020

Franquias goianas perdem R$ 200 milhões em 2020

12 de abril de 2021

Cláudia Vobeto: ““Mesmo com a pandemia, mostramos capacidade rápida de recuperação”

Depois de um 2020 em que a pandemia de Covid-19 derrubou em cerca de R$ 200 milhões o faturamento em Goiás, de R$ 4,4 bilhões, em 2019, para R$ 4,2 bilhões, no ano passado, o setor de franquia se mexe para recuperar as perdas este ano. Para isso, os empreendedores devem estar atento às mudanças de mercado. “A pandemia nos trouxe um novo olhar sobre a qualidade de vida. Vendas on-line, serviços delivery e atividades que tragam mais bem-estar estão em alta e tendem a crescer mais”, aponta a diretora da Associação Brasileira de Franchising – Regional Centro-Oeste, Cláudia Vobeto.


Os números de 2020 dão algumas pistas. Enquanto o setor como um todo registou queda de 3,4% no faturamento, alguns segmentos conseguiram crescer. São os casos, por exemplo, do segmento de casa e construção, que registrou alta de 60% (de um faturamento de R$ 244 milhões para R$ 393 milhões) e de saúde, beleza e bem-estar, que subiu 5% (de R$ 1,022 bilhão para R$ 1,079 bilhão).


Com essa mudança no cenário, provocada pela pandemia, o segmento de saúde, beleza e bem-estar assumiu a primeira colocação no ranking de faturamento das franquias em Goiás, ultrapassando o segmento de alimentação, que teve queda de 12,4% – de R$ 1,131 bilhão em 2019 para R$ 990 milhões no ano passado. “O segmento de beleza e bem-estar tem franquias promissoras na nossa região”, diz Vobeto.

Marcas goianas
Entre as dez marcas com sede na Região Centro-Oeste, quatro são goianas. A maior delas é a Fast Açaí, que terminou 2020 com 152 unidades – o mesmo número de 2019. No ranking geral das marcas com sede na região, ela ocupa a quarta posição. Logo em seguida, na quinta posição, está a Hiperfesta, que, mesmo em plena pandemia, pulou de 116 para 141 unidades. Drogashop, com 95 unidades, e Farmácia Artesanal, com 49, completam a participação goiana no top 10 das franquias regionais – na sexta e décima posições, respectivamente.


Para Vobeto, o setor se mostrou resistente à crise. A queda de 3,4% é considerada como pequena pela diretora da Associação Brasileira de Franchising – Regional Centro-Oeste. “Diante do cenário, mostramos capacidade rápida de recuperação”, acredita. Ela diz, ainda, que o impacto da pandemia foi menor no Centro-Oeste, em comparação com outras regiões do Brasil, especialmente por causa do agronegócio.

Por isso, ela alerta que os empreendedores fiquem atentos aos sinais do mercado. “Qualquer negócio que facilite o dia a dia das pessoas se torna promissor num cenário pós pandêmico. O momento não pode ser visto como momento de crise puramente. O momento é de transformação e traz consigo novas formas de consumo e oportunidades para esse cenário. As demandas mudam, mas existem em todos os ambientes”, afirma.


Vobeto acredita que as franquias são uma boa alternativa para um mercado que fecha vagas de trabalho. “Elas tendem a crescer em períodos de alto desemprego porque se tornam oportunidade de rápida recolocação no mercado”, diz.


Goiás terminou 2020 com a décima colocação no ranking nacional de número de unidades de franquia. No Centro-Oeste, ficou atrás apenas do Distrito Federal. O segmento de alimentação é o que tem o maior número de unidades, com 25% de participação. Em seguida, aparecem os segmentos de serviços (18,4%), saúde, bem-estar e beleza (15,6%) e o de moda (14,5%). Em faturamento, o segmento de saúde, bem-estar e beleza lidera, com 25% do total, seguido da alimentação, com 23%.

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