Produção industrial goiana cresce, mas não o suficiente

Produção industrial goiana cresce, mas não o suficiente

8 de abril de 2021

Uma boa notícia: após cinco quedas seguidas, a produção da indústria goiana cresceu em fevereiro deste ano 2%, comparado com o mês anterior, sendo o primeiro aumento depois de cinco resultados negativos seguidos e o terceiro melhor desempenho no País. Mas, na comparação com fevereiro de 2020, a indústria goiana recuou 7,7%, sendo a quinta queda consecutiva. Já a produção industrial nacional caiu 0,7% em fevereiro comparado com janeiro deste ano e apresentou avanço de 0,4%, sendo o sexto resultado positivo seguido, comparado com fevereiro de 2020.


A queda de 7,7% da produção industrial goiana em fevereiro de 2021 em comparação com mesmo mês de 2020 foi influenciada principalmente pelo recuo na fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-37,7%), setor que acumula uma queda de -7,7% nos últimos 12 meses; na indústria extrativa (-17,1%), setor que apresenta a segunda taxa negativa seguida; e na fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (- 14,1%). Os produtos que tiveram mais influência para o encolhimento dessas atividades foram medicamentos; minérios de cobre em bruto ou beneficiados e latas de ferro e aço para embalagem de produtos diversos respectivamente.


Por outro lado, as atividades que apresentaram crescimento de produção industrial goiana foram a fabricação de produtos de minerais não-metálicos (22,4%), sendo o sétimo aumento consecutivo; e a fabricação de outros produtos químicos (6,1%), sendo o quarto crescimento seguido. Os produtos que tiveram mais influência para a aumento dessa atividade foram massa de concreto e adubos ou fertilizantes com fósforo e potássio respectivamente.

Brasil
A produção industrial recuou em dez dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em fevereiro, frente a janeiro de 2021. O resultado negativo foi puxado pelo desempenho de São Paulo (-1,3%), em razão de reduções na produção da indústria alimentícia e na de derivados de petróleo. No mês, a indústria nacional caiu 0,7% após nove meses de crescimento. Em números absolutos, o Ceará apresentou a maior queda do País, com -7,7%. No lado positivo, a principal influência foi o Rio de Janeiro, com 1,9% de crescimento – a quarta taxa positiva consecutiva para a indústria fluminense. O crescimento no mês foi influenciado pelo setor de metalurgia e de veículos automotores. Mato Grosso apresentou a segunda maior influência positiva sobre o resultado nacional, bem como o maior resultado em termos absolutos (7,3%). O setor de alimentos explica os bons números mato-grossenses.

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