Fieg quer recuperar espaço no ranking da inovação

Fieg quer recuperar espaço no ranking da inovação

31 de março de 2021

Heribaldo Egídio: “Temos um importante papel nessa transformação e podemos fazer a mudança, a diferença, no Centro-Oeste”

Recuperar a capacidade inovativa do Brasil e avançar com a Aliança pela Inovação em Goiás. Com esse espírito, o presidente do Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI) da Fieg, Heribaldo Egídio, apresentou nesta quarta-feira (31/03) o plano de ação do colegiado para 2021.

Dentre as ações planejadas pelo CDTI, está a realização de dois eventos ainda no primeiro semestre e da 4ª Mostra de Tecnologia para Negócios, em outubro. A programação será realizada 100% on-line, com migração para o sistema híbrido no segundo semestre. Paralelamente, o colegiado também deve organizar pelo menos duas missões de benchmarking no Brasil.

A pauta dominou a primeira reunião do CDTI no ano, que contou com participação do presidente da Fieg, Sandro Mabel; da presidente da Fieg + Solidária, Raquel Ribeiro; do deputado estadual Virmondes Cruvinel (Cidadania); do superintendente do IEL Goiás, Humberto Oliveira; e do assessor técnico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) Oscar Zveiter.

Segundo Heribaldo Egídio, dados recentes da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) mostram que o Brasil tem perdido destaque entre os países emergentes no Índice Global de Inovação (IGI). Na última década, a nota brasileira recuou quase seis pontos. Em 2011, o País somava 37,75 pontos e estava na 47ª colocação no ranking mundial. Em 2020, o índice ficou em 31,94 pontos, a pior nota obtida pelo Brasil nos últimos dez anos, colocando o País na 62ª posição. O IGI avalia os esforços e os resultados do processo de inovação em 131 países.

“O Brasil vem perdendo protagonismo entre as nações do BRICS. É um dado preocupante e que reflete falta de recursos para fomento da inovação e de investimentos nas universidades. Precisamos de um olhar diferenciado, identificar o que os outros países estão fazendo para avançar com a pauta e propormos ações com esse foco. Temos um importante papel nessa transformação e podemos fazer a mudança, a diferença, no Centro-Oeste “, avaliou o empresário, citando a união da “tríplice hélice” (setor público, iniciativa privada e instituições de pesquisa) em torno da Aliança pela Inovação.

Nesse sentido, a Fieg vem promovendo diversas ações de olho em proporcionar ferramentas que permitam a implantação de processos inovadores nas indústrias goianas. O presidente da Fieg, Sandro Mabel, que participou da abertura da reunião do CDTI, destacou a contribuição do Conselho e das instituições que compõem o Sistema Indústria no incentivo à inovação no setor produtivo.

“Se os desafios já eram enormes, o contexto da pandemia acelerou ainda mais a necessidade de as empresas buscarem novas soluções para manter a competitividade do que produzem no mercado interno e externo. Nesse contexto, nosso portfólio inclui soluções que vão de governança e gestão aos processos produtivos e de suporte, por meio da atuação do Senai e do IEL Goiás”, observou.

Sandro Mabel destacou ainda a inovação como chave que vai permitir o salto de produtividade da indústria goiana. “Por isso, unimos esforços para incentivar o setor produtivo na busca por soluções modernas, incrementais e disruptivas”, disse.

Também presente na webconferência, o superintendente do IEL Goiás, Humberto Oliveira, ressaltou a iniciativa da Federação das Indústrias com a criação do Observatório Iris Rezende Machado. O projeto será inaugurado no dia 4 de maio e busca subsidiar o setor produtivo com informações estratégicas, como dados demográficos, econômicos e relativos ao consumo e à estrutura de distribuição de todas as regiões e municípios de Goiás.

A reunião do CDTI abordou ainda detalhes do programa Brasil Mais, ação do governo federal executada pelo Senai Goiás e Sebrae, com objetivo de aumentar a produtividade e competitividade de micro, pequenas e médias empresas de todos os segmentos da indústria, comércio e serviços. De acordo com a coordenadora de Serviços de Tecnologia e Inovação do Senai Goiás, Larissa Custódio, o programa oferece soluções de baixo custo e de rápida implementação para melhorar práticas produtivas e gerenciais das empresas em um cenário de transformação digital.

Aliança pela Inovação

A webconferência do CDTI também marcou a primeira assembleia da Aliança pela Inovação em Goiás em 2021. O encontro contou com participação de representantes de 46 instituições que compõem o ecossistema de inovação no Estado.

Entre os participantes, o deputado estadual Virmondes Cruvinel explicou detalhes do projeto de lei Cidade Inteligente. De acordo com o parlamentar, o PL prevê o tratamento de dados individuais e coletivos para planejamento e desenvolvimento urbano e social. Para tanto, são incentivadas parcerias para pesquisa e inovação de modelos de gestão pública. “Trabalhamos uma agenda articulada com municípios, com diálogo constante com setor produtivo”, afirmou.

Também presente no encontro, o assessor técnico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) Oscar Zveiter detalhou aspectos da Lei n. 13.800/2019, que autorizou a administração pública a firmar instrumentos de parceria e execução de programas com organizações gestoras de fundos patrimoniais. Na prática, a iniciativa busca incentivar doações de pessoas físicas e jurídicas privadas para programas e projetos voltados à ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

De acordo com Zveiter, o MCTIC tem promovido diversas ações para apoio institucional à iniciativa, como articulação para redução da burocracia, incentivo ao ambiente integrado e transversal para custeio e financiamento, estímulo à capacitação das entidades e fomento à cultura de doação.

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