Comércio goiano tem quinta queda consecutiva nas vendas

Comércio goiano tem quinta queda consecutiva nas vendas

12 de março de 2021

O volume de vendas do comércio varejista goiano apresentou queda de 0,7%, na série com ajuste sazonal, sendo o quinto resultado negativo consecutivo. Já em nível nacional, observou-se uma variação de -0,2% na mesma base de comparação. Quando comparados janeiro de 2021 e janeiro de 2020, observou-se redução de 5,1% no volume de vendas do comércio varejista goiano, sendo a terceira queda seguida. Já o volume de vendas do varejo nacional variou -0,3% na mesma base de comparação. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12/03) pelo IBGE.

O comércio varejista ampliado goiano (que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção) registrou um recuo de 0,3% em janeiro de 2021, quando comparado com dezembro de 2020, sendo a terceira taxa negativa seguida. Em nível nacional, o volume de vendas do varejo ampliado recuou 2,1%. Já quando comparado com janeiro de 2020, na série sem ajuste sazonal, o volume de vendas do comércio varejista goiano ampliado sofreu queda de 5,5%. Na média nacional, observa-se um recuo de 2,9%, sendo a primeira queda após seis crescimentos consecutivos.

Atividades
A queda no volume de vendas do varejo ampliado goiano de 5,5% em janeiro de 2021, frente a janeiro 2020, pode ser explicada, pois seis das dez atividades pesquisadas tiveram quedas significativas na mesma base de comparação. O setor que apresentou a maior queda foi o de livros, jornais, revistas e papelaria (-44,7%), sendo 11 meses consecutivos de recuo, acumulando nos últimos 12 meses uma queda de 34,8%. Em seguida, o setor de tecidos, vestuário e calçados apresentou recuo de 11,1%. Em terceiro lugar, o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (11,0%), que tem forte peso no comércio varejista goiano, apresentou a sexta queda consecutiva.


Já em relação aos setores que avançaram, destaca-se o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (crescimento de 18,4%), que registrou o sétimo resultado positivo consecutivo. Em seguida, o setor de material de construção (8,6%), que apresenta o nono crescimento consecutivo e acumula um crescimento de 12,7% nos últimos 12 meses. Também indicaram variação positiva os setores de equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (6,9%) e combustíveis e lubrificantes (6,6%), que também apresentaram altas em janeiro.


De dezembro de 2020 para janeiro de 2021, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista mostrou variação de -0,2%, com predomínio de resultados negativos em 23 das 27 UFs, com destaque para: Amazonas (-29,7%), Rondônia (-9,1%) e Ceará (-4,9%). Nessa base de comparação, Goiás possui a sexta menor variação entre aquelas unidades da Federação que apresentaram queda. Por outro lado, influenciando positivamente, figuram quatro das 27 UFs, sendo as principais, em termos de magnitude: Minas Gerais (8,3%), Tocantins (3,7%) e Acre (1,1%).

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