Empresários buscam opções para reabertura dos negócios

Empresários buscam opções para reabertura dos negócios

11 de março de 2021

Os empresários goianos de todos os ramos de atividades – comércio, serviços, indústrias, agropecuária e outros –se mobilizam, através de suas entidades de classes, tendo à frente o Fórum Empresarial do Estado, para buscarem alternativas para a volta, mesmo que de forma restrita, do funcionamento de suas atividades. A preocupação é evitar o caos na economia e também a piora na área de saúde por causa do agravamento da Covid-19.


Nas discussões estão sendo avaliados o rodízio de funcionamento de empresas por atividades ou por regiões; horários diferenciados de abertura, sendo que do horário das 21h às 5h tudo ficaria fechado, exceto os estabelecimentos da área de saúde; paralisação dos ônibus urbanos; aumento das medidas de higienização dos ambientes de trabalho e até uma campanha mais intensa para conscientizar a população dos riscos da doença e da necessidade do uso de máscara e do distanciamento social.


Desde a última terça-feira (09/03), os empresários, representando todos os setores da economia, fazem reuniões virtuais. Porém, até a tarde desta quinta-feira (11/03), ainda não havia acordos com as autoridades municipais. E, eles não sabem se isto ocorrerá até o fim da semana. Reclamam que, embora tivessem apresentado sugestões aos prefeitos desde a semana passada, elas não foram acatadas no último decreto.


Os empresários trabalham até com a hipótese do decreto municipal, que proíbe o funcionamento de várias atividades produtivas, seja prorrogado, a exemplo do que ocorreu na última segunda-feira. Em nota, a Prefeitura de Goiânia informa que não existe discussão hoje de prorrogação do decreto. “Ainda estamos na fase de avaliar os dados atuais”, enfatiza.

Marcelo Baiochi, da Fecomércio, defende maior diálogo das prefeituras com o setor produtivo


O presidente da Federação do Comércio do Estado, Marcelo Baiochi, informa que, seja qual for o teor do novo decreto, que deverá ser publicado no próximo domingo, os empresários acatarão. Contudo, alerta: se os empresários não puderem voltar às suas atividades na próxima semana, muitos começarão a demitir trabalhadores (na verdade já começaram) e, outros, provavelmente, não conseguirão mais reabrir as suas portas.

Ao jornal O Popular, Marcelo Baiochi alertou que se as prefeituras da Região Metropolitana prorrogarem os decretos de restrições às atividades econômicas, sem maior diálogo com as entidades do setor produtivo, haverá maior risco de perda do controle da situação. “Tem um movimento para voltar no dia 15 a qualquer custo. Se acontecer mesmo, pode ser de manada e dificilmente se coíbe. É péssimo. Por isso defendemos um retorno responsável”, afirmou. Entretanto, enfatiza ser contra as mensagens apócrifas que circulam em aplicativos de mensagens defendendo desobediência aos decretos municipais.

O empresário Agenor Braga, integrante da comissão dos empresários que negociam com as autoridades públicas, disse que “tudo ainda está no escuro”. Mas espera que haja consenso entre o setor produtivo e governos para que a atividade econômica volte a se movimentar. Ele reconhece que Goiás, a exemplo de outros Estados, passam pela pior fase da pandemia com a ocupação total dos leitos das redes pública e privada.


Porém, alerta, “a persistir a atual situação haverá também um caos econômico”. Agenor Braga lembra que, no ano passado, o comércio ficou muito tempo fechado e quando reabriu os casos de Covid não cresceram em Goiás. “O que estamos vivendo hoje é reflexo das aglomerações das festas de fim de ano e do carnaval”, lamenta. Os empresários também reclamam da lentidão da campanha de vacinação e da indefinição se haverá imunizantes para todas as pessoas e quando isto ocorrerá.

A Prefeitura de Goiânia, após reunião com os representantes de bares e restaurantes na manhã desta quarta-feira, anunciou algumas medidas para conter o avanço, ainda mais do coronavírus, como a testagem em massa da população, abertura de mais de 120 leitos e credenciamento de cerca de 220 profissionais para reforçar o sistema de saúde municipal. Porém, reconhece que, estas medidas, por si só, não são capazes de diminuir a taxa de internações e frear a disseminação do coronavírus.

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