Sem almoço: restaurantes fecham as portas em Goiânia

Sem almoço: restaurantes fecham as portas em Goiânia

9 de março de 2021

Mais de 50 bares e restaurantes em Goiânia estarão totalmente fechados nesta terça-feira (9/03) e quarta-feira, deixando de atender até mesmo pelos aplicativos de delivery. A manifestação tem como objetivo chamar atenção e mostrar para todos que é inviável os estabelecimentos se manterem somente por aplicativo de entregas. Para o presidente do Sindibares Goiânia, Newton Pereira, empresários entendem o momento crítico na saúde, mas querem que a Prefeitura libere novamente para o cliente poder buscar sua refeição, seja como drive-thru, take-away ou take-out. “Pedimos também a liberação para reabertura, pelo menos no almoço seguindo todos os protocolos de segurança”, frisa ao EMPREENDER EM GOIÁS.


Os empresários alegam que é inviável economicamente trabalhar apenas com o sistema delivery, que presenta menos de 10% das vendas, e este faturamento não é suficiente sequer para pagar os salários dos trabalhadores. Além dos preços das matérias-primas terem disparado nos últimos meses, as empresas ainda têm de pagar taxas de 30% às empresas que trabalham com delivery e outros 12% de impostos.


“Durante toda a pandemia as vendas caíram muito. Desde a semana passada para cá, quando os restaurantes ainda podiam trabalhar com a entrega de marmitas em suas portarias, houve outra queda. Agora, com vendas apenas pelo delivery, é impossível continuar funcionando”, afirma Marcelo Neves de Almeida, dono do Restaurante Grego, ao EMPREENDER EM GOIÁS. Vários restaurantes self service já estão concedendo férias coletivas aos trabalhadores.

Para o chef Ian Baiocchi, proprietário de cinco restaurantes em Goiânia, e que nesses dois dias estará com suas atividades paralisadas em protesto, afirma que o setor sobrevive de público e sem eles é impossível manter as empresas. “Não temos nenhum auxílio do governo e nenhum respaldo para mais essa crise. E o que é pior é a má gestão pública que coloca na gente toda culpa de todo mal que a Covid está causando”, pontua o chef.


Ian Baiocchi afirma ainda que com as novas regras do decreto a situação ficou ainda pior. “O take Away e retirada é uma das poucas formas de um respiro para empresas, não falo nem lucro, porque período de fechamento é um prejuízo muito grande. O que a gente tenta nesse período é pelo menos manter os empregos, manter as pessoas trabalhando, gerando renda para suas famílias, comendo e apenas sobrevivendo. Se a gente tirar isso deles, principalmente sem nenhum auxílio do governo, como eles vão sobreviver?”


Bares e restaurantes amargam prejuízos desde o início da pandemia e não conseguem mais ficar fechados. Mesmo com pedidos por delivery o valor não cobre os custos de salários, impostos, aluguel, água e energia. Mesmo fechados, os empresários têm contas altíssimas para pagar mensalmente. Um levantamento feito pela Abrasel e Sindibares com seus associados em Goiânia aponta uma queda no faturamento de 80%.

Para o presidente da Abrasel em Goiás, Fernando Machado, a conta não fecha. “Empresários entendem o momento crítico em que vivemos em relação a pandemia, mas o setor está chegando muito perto de um colapso. Se bares e restaurantes continuarem fechados por mais tempo, muitas empresas terão que fechar as portas”, destaca Fernando Machado. Nestes dois dias os bares e restaurantes participantes vão divulgar em suas redes sociais e nos aplicativos sobre a paralisação.


Os empresários do segmento também pretendem agir politicamente. Vão tentar audiência com o prefeito de Goiânia Rogério Cruz para falar da situação das empresas e pedir a volta do funcionamento, mesmo que de forma parcial; a autorização para entregarem marmitas às pessoas, nas portas dos seus estabelecimentos, além do delivery.

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