É oficial: economia brasileira despenca em 2020

É oficial: economia brasileira despenca em 2020

3 de março de 2021

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 4,1% em 2020 comparado com o ano anterior, puxado principalmente pela retração nas indústrias (-3,5%) e no setor de serviços (-4,5%). Consequentemente, o PIB per capita recuou (em termos reais) 4,8%, para R$ 35.172 em 2020. No acumulado, o PIB em valores correntes totalizou R$ 7,4 trilhões. Os dados foram divulgados hoje (03/03) pelo IBGE.


O agronegócio evitou que a economia brasileira despencasse ainda mais no ano passado, ao registrar crescimento médio de 2% em 2020, com o crescimento da produção e ganho de produtividade da atividade agricultura, que suplantou o fraco desempenho das atividades de Pecuária e Pesca, com destaque para soja (7,1%) e o café (24,4%), que alcançaram produções recordes na série histórica.


Na indústria, os destaques negativos foram o desempenho da atividade construção (-7,0%) e Indústrias de Transformação (-4,3%), influenciada principalmente pela queda na fabricação de veículos automotores; equipamentos de transporte, confecção de vestuário e metalurgia.
No setor de serviços as principais variações negativas foram nos segmentos de transporte, armazenagem e correio (-9,2%); administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-4,7%); e no comércio (-3,1%). Apresentaram avanço as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (4,0%) e as atividades imobiliárias (2,5%).


A consumo das famílias recuou 5,5% em relação a 2019, principalmente pela piora no mercado de trabalho e o distanciamento social por causa da pandemia de COVID-19 em 2020. A taxa de investimento em 2020 foi de 16,4% do PIB, acima do observado em 2019 (15,4%). Já a taxa de poupança foi de 15,0% (ante 12,5% em 2019).


Economia estava em recuperação


O PIB brasileiro cresceu 3,2% no 4º trimestre de 2020, na comparação com o terceiro trimestre do mesmo ano. A indústria e o setor de serviços apresentaram variação positiva de 1,9% e 2,7%, respectivamente. Isso mostra que a economia já vinha num processo de franca recuperação no final do ano passado, com a redução gradual de casos e mortes por Covid-19 no País. Essa curva, infelizmente, sofreu nova inversão neste ano. E com um agravamento maior do que o pior período da primeira onda da pandemia em 2020.


Mas, apesar desta recuperação, a economia brasileira ainda crescia em patamares menores que o período pré-pandemia. Frente ao 4º trimestre de 2019, o PIB recuou 1,1%, o quarto resultado negativo consecutivo, após 12 trimestres de alta nesta comparação. A indústria até avançou 1,2%, influenciada pela alta de fabricação de máquinas e equipamentos; fabricação de produtos de metal; metalurgia; e fabricação de produtos de borracha. A construção (-4,8%) continuou apresentando queda, puxada pelas obras de infraestrutura.

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