Fieg prevê que indústria goiana deve crescer até 4,3% em 2021

Fieg prevê que indústria goiana deve crescer até 4,3% em 2021

17 de dezembro de 2020

Sandro Mabel: “Para alcançar este resultado, a indústria goiana depende da manutenção dos incentivos fiscais e de estímulo à instalação de novas unidades”

Enquanto em alguns Estados a produção da indústria se manteve em baixa com a pandemia e sem muita expectativa para 2021, a Federação das Indústrias de Goiás (Fieg) projeta crescimento da atividade industrial entre 3,7% a 4,3% no ano que vem. De acordo com o presidente da entidade, Sandro Mabel, para chegar próximo à previsão da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que é de 4,4%, a indústria goiana depende de algumas questões como manutenção dos incentivos fiscais e estímulo à instalação de novas unidades.

Alimentação, metalurgia e indústria farmacêutica têm crescido de forma acentuada mesmo durante a pandemia. Mas o setor de construção também tem se destacado, mas vai depender do fornecimento de matérias-primas que, no momento, segundo Mabel, estão em falta e podem atrasar algumas obras e construções.

Para ele, os números positivos previstos podem ser impactados pelo fim do abono emergencial do governo federal. “O abono tem que continuar porque ainda não se retomou todas as atividades. Vamos lutar para que esse abono continue para equilibrar todos os setores. Enquanto houver a pandemia, o governo precisa manter esse benefício”, afirma.

As informações foram dadas durante a inauguração do Centro de Treinamento Avançado para eletricistas, que aconteceu nesta quinta-feira (17) às 8 horas, na Faculdade Senai Ítalo Bologna, no Setor Centro-Oeste da capital.

A unidade é o maior e mais moderno complexo didático na área de eletricidade de potência no País e foi construído e aparelhado com o que há de mais avançado no setor de enrgia elétrica. O Centro é fruto de uma parceria entre a Enel Distribuição em Goiás, a Fieg e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Foram investidos cerca de R$10 milhões e o objetivo é ampliar a oferta de profissionais qualificados no setor de transmissão e distribuição de energia do Estado.

O novo ambiente de ensino contará com uma sala de Inteligência Artificial para a simulação com segurança das atividades de rede de pequena, média e alta tensão e terá capacidade para treinar 100 alunos simultaneamente, com cursos que variam desde uma reciclagem, com 40h, até uma pós-graduação com 370h.

Centro de Treinamento Avançado objetiva preparar e ampliar a oferta de profissionais qualificados no setor de transmissão e distribuição de energia

Para Sandro Mabel, o dia é de uma alegria muito grande porque nesta data a Fieg completa 70 anos de fundação. Os Correios aproveitaram o evento para lançar o selo personalizado em azul e dourado, em comemoração à data. “Comemorar sete décadas de atuação da Fieg com o lançamento desse Centro Avançado que vai gerar muitos empregos é muita satisfação”, ressalta.

A geração de empregos também foi destacada pelo presidente da Enel, José Luís Salas. Segundo ele, esse projeto é muito importante do ponto de vista profissional e deve sanar em pouco tempo o déficit de trabalhadores qualificados para atuar no segmento. “É um canteiro de formação e de geração de empregos mais avançado do que o que temos na cidade de Milão, na Itália”, explica.

O diretor do Departamento de Monitoramento do Sistema Elétrico do Ministério das Minas e Energia, Guilherme Silva de Godoi, destacou que o setor elétrico nacional está em plena expansão e que esse crescimento é contínuo e um desafio para um país com dimensões continentais. “Precisamos trabalhar e investir para trazer desenvolvimento, renda e melhoria de vida para a população. Essa iniciativa do Centro de Treinamento se alinha às expectativas que temos para o futuro do Brasil”, frisou.

O setor elétrico brasileiro conta atualmente com 178 mil megawatts de capacidade instalada de geração de energia elétrica, 160 mil quilômetros de linhas de transmissão na rede básica do Sistema Interligado Nacional, e cerca de 86 milhões de unidades consumidoras, que consomem por ano, aproximadamente 590 terawatts de energia elétrica. Até 2025, a previsão do Ministério de Minas e Energia é implantar mais 39 mil megawatts de geração e 31 mil quilômetros de linhas de transmissão.

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