Produção industrial goiana cai em outubro, mas cresce no ano

Produção industrial goiana cai em outubro, mas cresce no ano

9 de dezembro de 2020

Queda na produção de medicamentos por causa da falta de insumos prejudicou os resultados da indústria goiana em outubro

A produção industrial goiana caiu 3,2% no mês de outubro em relação a setembro último (série com ajuste sazonal), sendo a segunda maior queda entre as regiões pesquisadas, atrás somente do Rio de Janeiro (-3,9%), de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira  (9) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (9).

No entanto, apesar da queda, Goiás segue entre os três Estados que mais cresceram no acumulado do ano (janeiro a outubro), com incremento de 0,7% da produção física das indústrias, atrás somente de Pernambuco e do Rio de Janeiro, que somam alta de 2,4% e 1,4%, respectivamente.

“Apesar da pandemia, crescemos. Quando olhamos o cenário nacional, fica ainda mais evidente. A indústria brasileira amarga queda de 6,3% no período acumulado de janeiro a outubro de 2020, que Goiás cresceu 0,7%. Se compararmos o acumulado nos últimos 12 meses, tivemos um incremento de 1,0%, enquanto a indústria brasileira caiu 5,7%”, analisa a assessora econômica da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Januária Guedes.

Falta de insumos

A retração da produção industrial goiana em outubro é o segundo resultado negativo consecutivo no indicador apurado pelo IBGE e interrompe curva ascendente que o Estado vinha apresentando na variação acumulada do ano. Em setembro, a indústria em Goiás acumulava alta de 2,1% e, agora, com o resultado de outubro, a variação positiva ficou em 0,7%. Na comparação com outubro de 2019, a queda foi ainda mais significativa, com recuo de 9,6%.

Na avaliação da assessora econômica da Fieg Januária Guedes, o resultado foi impactado, principalmente, pela menor produção de medicamentos, álcool etílico, biodiesel e extração de minérios de cobre e fosfatos de cálcio naturais. “Percebemos o impacto a longo prazo da pandemia, sobretudo relativo à falta de insumos que a

indústria vem sofrendo. Não é um problema localizado somente em Goiás, mas sentido em todo o Brasil, conforme já apurado inclusive em sondagem conduzida pela CNI”, observa a economista.

Conforme o IBGE, a produção industrial cresceu em outubro nos seguintes Estados: Paraná (3,4%), Pernambuco (2,9%), Santa Catarina (2,8%), região Nordeste (1,7%), Mato Grosso (1,1%), São Paulo (0,5%) , Ceará (0,5%) e Minas Gerais (0,4%). Houve estabilidade no Rio Grande do Sul (0,0%) e perdas no Rio de Janeiro (-3,9%), Goiás (-3,2%), Espírito Santo (-1,8%), Pará (-1,8%), Amazonas (-1,1%) e Bahia (-0,1%).

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