Cooperativas aumentam renda e emprego na agricultura goiana

Cooperativas aumentam renda e emprego na agricultura goiana

25 de novembro de 2020

As cooperativas geram impacto positivo sobre a renda, a produtividade e a geração de empregos na agricultura familiar em Goiás, constatou estudo realizado pelos professores Lindomar Pegorini (Universidade do Estado do Mato Grosso), Marcelo Dias Paes Ferreira (Escola de Agronomia da UFG), Guilherme Resende Oliveira (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás e UniAlfa) e Marcelo José Braga (Universidade Federal de Viçosa). Eles analisaram o impacto do cooperativismo sobre os três indicadores na agricultura familiar em Goiás, com base em dados fornecidos pela Emater-GO.

O estudo aponta que a renda média na agricultura familiar, em Goiás, é de R$ 82,5 mil por ano, com produtividade média de R$ 4.678 por hectare ao ano e média de 2,44 empregados ou familiares desenvolvendo atividades na propriedade. Em média, os estabelecimentos têm 37,5 hectares, onde é gerada cerca de 97% da renda do produtor, proveniente principalmente do desenvolvimento da atividade agrícola (73,9%). A maioria dos produtores (77%) reside nas propriedades, geralmente localizadas no Centro Goiano.

Já quando os produtores são cooperados na agricultura familiar, a renda média é superior, com aumento médio de R$ 14,4 mil sobre a renda bruta anual. Participar de cooperativas também promove aumento de produtividade na ordem de R$ 768 por hectare. Tal fato pode ser explicado por fatores como acesso a serviços de assistência técnica, melhores condições para compra de insumos e obtenção de crédito para a produção. Os cooperados goianos também geram mais empregos, têm maior proporção da renda obtida da atividade agrícola, residem em seus estabelecimentos e estão em maior número nas mesorregiões Leste e Noroeste do Estado.

“Geralmente, a participação em cooperativas permite aos produtores rurais receberem um preço maior pelo produto vendido, pagarem um preço menor pelos insumos agrícolas, bem como pela provisão de assistência técnica especializada por parte da cooperativa. Neste contexto, a provisão de assistência técnica por parte de cooperativas permite a transferência de tecnologia de forma mais abrangente do que para os produtores que não participam em cooperativas”, afirmam os professores.

“Políticas públicas que fortaleçam o processo de estabelecimento de cooperativas em Goiás poderão reduzir as disparidades de desempenho produtivo, fazendo com que haja maior igualdade e maior eficiência na agricultura do Estado. Dessa forma, o estímulo ao cooperativismo tem impactos produtivos positivos”, afirmam os professores. “Dessa forma, participar em cooperativas pode ser uma estratégia para mitigar as vulnerabilidades presentes na agricultura familiar”, conclui o estudo.

Presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira ressalta que o estudo comprova que o cooperativismo é um modelo que gera maior valor econômico e social para os seus cooperados e para a sociedade em geral. “O estudo mostra de forma técnica que, juntos, sempre alcançamos melhores resultados. Os cooperados na agricultura familiar em Goiás apresentam um uso mais adequado de insumos de produção, têm ganhos de produtividade e conseguem vender seus produtos a melhores preços. Assim, garantem desempenho econômico maior, geram oportunidades para mais pessoas e qualidade de vida no campo”, frisa.

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