Fieg Induscred libera os primeiros empréstimos

Fieg Induscred libera os primeiros empréstimos

20 de novembro de 2020

Adalberto Barros, da Natuvale: “A Fieg entende o empresário, quer nos ver crescer, e não está atrás de lucro como os bancos tradicionais”

Lançado há um mês pela Federação das Indústrias de Goiás, o programa Fieg Induscred começa a liberar os primeiros recursos. Depois da assinatura de contrato pela Natuvale, que atua no ramo alimentício, outras quatro empresas estão com propostas encaminhadas e prontas para formalizar o crédito: três do segmento de alimentos, uma do elétrico e outra de reparação de veículos. No total, serão R$ 280 mil.

Esse valor, contudo, é apenas uma fração do montante projetado. Inicialmente, o programa estima que R$ 41 milhões sejam disponibilizados. O objetivo inicial é chegar a 160 empresas, de todos os portes, mas com possibilidade de ampliação.

O Fieg Induscred é uma parceria entre a Fieg, Sicoob Engecred, Sicoob Crediadag e Sistema OCB-GO (Organização das Cooperativas do Brasil). O objetivo é conceder crédito mais fácil para os industriais goianos. Segundo a assessora operacional do programa, Vilma Domingos, o limite do valor emprestado é de 10% do faturamento anual comprovado das empresas.

Os atrativos são a taxa de juros de 0,39% ao mês mais a variação do CDI, além de parcelamento em até 36 vezes – com carência de seis meses para início do pagamento. “É uma taxa de juros cerca de 40% mais baixa que a da média do mercado”, diz Vilma Domingos.

Consultoria

Além das taxas e menor burocracia, outro diferencial é que a Fieg disponibiliza, para os tomadores de créditos, uma consultoria durante o período em que os valores estão sendo pagos. Entre os especialistas estão economistas, engenheiros, administradores e advogados. Os profissionais visitarão os empresários a cada três meses, dando orientações sobre gestão, sem custos adicionais.

Foram esses diferenciais que atraíram Adalberto Barros de Lima, fundador e proprietário da Natuvale. A empresa, especializada no comércio de palmito pupunha sem conservantes, foi a primeira a assinar um contrato com o Fieg Induscred. “A Fieg entende o empresário, quer nos ver crescer, e não está atrás de lucro como os bancos tradicionais”, afirma.

O valor contratado será utilizado como capital de giro. Depois de uma parada no mercado por causa da pandemia, o empresário conta que a demanda tem crescido com a retomada das atividades econômicas. Com produção de 2 toneladas por semana, a empresa, fundada em 2005, quer dobrar a capacidade. “A demanda está aumentando muito e a clientela é consistente”, diz Adalberto, que está em fase de negociação com redes em Belo Horizonte.

O empresário, que fornece produtos para restaurantes, supermercados e empórios gourmets, recomenda o Fieg Induscred. “O foco da Fieg é fazer o meu negócio crescer. Se for para melhorar o negócio, recomendo (a tomada de empréstimo)”, afirma.

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