PIB de Goiás cresce 1,4% e permanece em 9º lugar

PIB de Goiás cresce 1,4% e permanece em 9º lugar

13 de novembro de 2020

O PIB do Estado de Goiás atingiu R$ 195,68 bilhões em 2018, com crescimento de 1,4%, em relação a 2017, ficando abaixo da média nacional que foi de 1,8%. É o segundo ano consecutivo de alta após dois anos de queda verificados em 2015 e 2016, -4,3% e -3,5%, respectivamente. Contribuíram para a variação positiva do PIB os grupos de atividades da agropecuária e dos serviços, enquanto a indústria apresentou retração.

No entanto, o Estado perdeu 0,1% na participação da economia brasileira em 2018 (2,8%), mesmo assim se manteve como a 9ª maior economia no Brasil e a 2ª da Região Centro-Oeste, atrás somente do Distrito Federal (3,6%). O PIB per capita goiano em 2018 foi de R$ 28.272,96, queda de 0,13% em relação a 2017 (R$ 28.308,77). Com essa redução o Estado de Goiás cai da 9ª posição para a 11ª entre as unidades da Federação com os maiores PIB per capita do país. Goiás foi o único estado do Centro-Oeste com PIB per capita menor que o nacional em toda a série.

Agropecuária

A agropecuária goiana apresentou variação em volume do Valor Adicionado Bruto de 1,8% em 2018, depois de ter crescido 19,2% em 2017. O total das atividades agropecuárias participou com 11,3% da economia do estado em 2017, e passou a representar 11,4% em 2018. A atividade de produção florestal, pesca e aquicultura foi a que mais contribuiu para o desempenho do ano, já que apresentou variação em volume de 3,6%. Apesar da variação positiva em todas as atividades, o crescimento da agropecuária foi inferior ao de 2017, devido principalmente à agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita.

Esta atividade, apesar da variação positiva de 1,8%, teve seu acréscimo em volume parcialmente limitado pela queda na produção de cereais, principalmente milho, feijão e arroz. A pecuária, inclusive apoio à pecuária, que fecha o grupo da agropecuária, registrou a variação no volume de 1,7% em 2018.

Queda na indústria

As atividades industriais apresentaram recuo em volume de 1,2% na comparação com 2017, e perderam participação no Valor Adicionado Bruto pelo terceiro ano consecutivo, passando de 24,5% em 2015, para 22,9% em 2016, 21,7% em 2017, chegando em 20,8% em 2018.

As atividades da Indústria de Transformação (-3,9%), Indústria Extrativas (-2,6%) e Construção (-1,6%) registraram queda no volume do Valor Adicionado Bruto entre 2017 e 2018. Em indústrias de transformação, a queda vinculou-se à redução na fabricação de bebidas, fabricação de álcool e biocombustíveis e fabricação de produtos químicos. Em Indústrias extrativas, a retração foi motivada pela extração de minerais metálicos não-ferrosos, devido ao minério de cobre. Na Construção, por sua vez, a queda justificou-se pela redução das obras de infraestrutura.

A única atividade da indústria que apresentou expansão do volume do valor adicionado bruto em 2018 foi Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (8,5%), após ter registrado queda de 4,6% em 2017.

Serviços

Os serviços goianos cresceram 2,3% em 2018, o que levou ao segundo ano consecutivo de crescimento na participação no valor adicionado bruto (64,9% em 2016, 67,0% em 2017, e 67,8% em 2018). Entre as onze atividades que o compõem, somente Informação e comunicação (-5,6%) apresentou queda no índice de volume em 2018 no estado de Goiás. O segmento comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, segunda atividade com maior participação em 2018 (13,4%), mesmo apresentando avanço em volume (2,4%) perdeu participação em relação à 2017 (14,3%).

Já o setor de administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, a primeira colocada em participação no valor adicionado bruto desde 2015, cresceu 1,2% em volume no ano de 2018 e atingiu 17,4% em participação no valor adicionado bruto de Goiás. As Atividades imobiliárias cresceram 3,3% em volume e alcançaram 11,0% na participação do valor adicionado bruto do Estado.

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