Pix: 51 mil chaves em Goiás só nas cooperativas de crédito

Pix: 51 mil chaves em Goiás só nas cooperativas de crédito

11 de novembro de 2020

Mais de 51 mil pessoas e empresas já realizaram o cadastramento nas cooperativas de crédito em Goiás ao Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos concebido pelo Banco Central (BC) que entrará em operação integralmente a partir de 16 de novembro, prometendo revolucionar o modo como lidamos com o dinheiro. O levantamento é do Sistema OCB/GO com as três principais centrais de cooperativas de crédito no Estado.

A diferença principal em relação a produtos já existentes no mercado, como DOCs, TEDs e cartões de crédito e débito, é que no Pix não haverá cobrança de taxas para esses serviços para pessoas físicas. Para pessoas jurídicas, cada instituição financeira poderá arcar com o custo ou estabelecer um valor por transação. Mesmo assim, será bem menor do que outros meios de pagamentos.


O novo serviço financeiro passou a funcionar de forma parcial, em horário limitado e pré-determinado, para alguns clientes selecionados. Trata-se de um período de testes que se estenderá até o dia 15 de novembro. No dia seguinte, o sistema de pagamentos passará a funcionar 24 horas por dia para todos os clientes bancários e cooperados cadastrados. Segundo o Banco Central, o sistema é seguro, as transações são realizadas com autenticação digital e passam pela rede do Sistema Financeiro Nacional do BC.


Segundo dados do BC, até a primeira quinzena de outubro, das 701 instituições homologadas para operarem com o Pix no Brasil, 628 (89,5%) eram cooperativas de crédito. Consultor de Negócios da Central Sicredi Brasil Central, Leonan Artiaga Póvoa Filho, informa que mais de 13 mil associados em Goiás já tiveram a chave Pix cadastrada, número que deve aumentar ainda mais nas próximas duas semanas.

As operações que as pessoas físicas fazem hoje por TED ou DOC terão isenção e isso, conforme a avaliação de Artiaga, vai estimular muito a utilização desse novo meio de pagamento. “Para a pessoa jurídica não existe a obrigatoriedade de isenção. Acreditamos que na próxima semana já tenhamos um posicionamento sobre tarifar ou não. Mas com certeza será um custo bem menor do que é hoje cobrado pelas transações tradicionais”, frisa.


O superintendente de Negócios e Desenvolvimento da Central Sicoob Uni, Marco Moises de Oliveira, acredita que o Pix promoverá uma revolução no sistema financeiro. Por todas as suas vantagens, como a eliminação de intermediários, o sistema tem o potencial de promover um aumento considerável da inclusão financeira da população. “O Pix está totalmente alinhado ao propósito do nosso sistema, que é conectar pessoas para promover justiça financeira e prosperidade,” observa.


Na Central Sicoob Uni já foram cadastradas aproximadamente 28,5 mil chaves Pix, informa Marco Moisés. O superintendente de Negócios destaca que no primeiro dia de testes do Pix, conforme informações do Banco Central, foram movimentados R$ 210 mil em operações em todo o País. “Até a última quarta-feira, segundo dia de testes, movimentamos R$140 mil, em 1272 transações. Por isso, acreditamos o Sistema Sicoob realmente saiu na frente,” comemora.


Analista de Negócios do SICOOB Goiás Central, Rheijser de Paula estima que cerca de 10 mil chaves Pix para pessoas físicas e jurídicas já foram cadastradas pelas cooperativas que integram a instituição no Estado. Por dia, cerca de 400 novos cadastros de cooperados são realizados, número que deve continuar crescendo depois de 16 de novembro.

Ele diz que ficou surpreso com o grande interesse pelo novo sistema de pagamentos instantâneos, isto considerando que muitos clientes ainda não conhecem exatamente o que representa essa evolução no sistema financeiro. “Até mesmo por acharem que o Pix não irá impactar tanto a vida financeira deles. Mas logo haverá uma migração muito grande. Trata-se algo novo, sem custo e que vai propagar por si só”, avalia.


O presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, afirma que as cooperativas realizaram grande esforço para cadastrar as chaves Pix de seus cooperados, de modo que não direcionem seus recebimentos para outros bancos. “Estão sendo muito bem sucedidas. Ao mesmo tempo, surge uma oportunidade para as cooperativas atraírem pessoas que não possuem conta bancária, numa concorrência com todos os players de mercado por esta mesma base”, diz.

Luís Alberto destaca que além das facilidades do pagamento instantâneo, redução de custos e de toda inovação que o Pix representa, as cooperativas goianas têm de aproveitar o momento para mostrarem as vantagens de ser cliente cooperado, com acesso a taxas menores, atendimento diferenciado e ainda a possibilidade de retorno financeiro (as chamadas sobras).

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