Inflação impede nova redução da Taxa Selic

Inflação impede nova redução da Taxa Selic

28 de outubro de 2020

Júlio Paschoal: manutenção da Taxa Selic em 2% é para atrair investimentos

Em meio ao aumento da inflação de alimentos que começa a se estender por outros setores, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (28) manter a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 2% ao ano. Em nota, o Copom informou que, apesar da alta observada nos preços dos alimentos e de itens industriais, o efeito sobre a inflação será temporário.

No entanto, o Copom aumentou a projeção para a inflação oficial em 2020, de 2,1% em setembro para 3,1% agora. Esse cenário é baseado na manutenção dos juros básicos em 2% ao ano e dólar em torno de R$ 5,60. A Selic foi fixada em 2% ao ano na reunião de agosto – no menor patamar da série histórica – e, depois, mantida no mesmo patamar em 16 de setembro.

Sobre as perspectivas econômicas, o comunicado ressaltou que o ressurgimento da pandemia de covid-19 em diversos países tem provocado a desaceleração da retomada em diversas economias. No cenário interno, o Copom informou que a recuperação segue desigual conforme os setores da economia e que a incerteza permanece acima da usual, sobretudo para o período de fim de ano, com a redução do auxílio emergencial.

Análise

Para o economista e Mestre em Desenvolvimento Econômico Júlio Paschoal, a política adotada pela equipe econômica coordenada pelo ministro Paulo Guedes, para esse ano se apoia em dois pontos. Primeiro, na manutenção da Taxa Selic em 2% para atrair mais investimentos produtivos e auxiliar no processo de retomada da economia em meio a COVID – 19. E também na forte desvalorização do real, que já passa de 30%, com objetivo de favorecer as exportações, melhorar o saldo da balança comercial com consequente equilíbrio do Balanço de Pagamentos.


“Tudo isso com o objetivo maior de diminuir o impacto da Covid – 19 sobre o PIB. A expectativa é que a queda desse indicador fique casa de 5%, sendo puxado pelos gastos do governo, investimentos e o saldo positivo nas transações correntes”, frisou.

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