Consciente troca o projeto do Nexus pelo WTC Goiânia

Consciente troca o projeto do Nexus pelo WTC Goiânia

27 de outubro de 2020

Perspectiva do WTC Goiânia, onde começou ser construído o complexo Nexus

Depois de aproximadamente dois anos, a Consciente Construtora e Incorporadora retomou as obras do complexo localizado na confluência das Avenidas D e 85, onde se encontram três dos bairros mais tradicionais de Goiânia: Oeste, Marista e Sul. Só que, ao invés do Nexus, que teve de parar as obras por causa de questionamentos quanto à regularidade junto à Prefeitura, o empreendimento agora tem a marca World Trade Center (WTC), presente em 90 países.

O WTC Goiânia não abandona apenas o nome Nexus. O projeto passou por uma profunda transformação. Segundo o presidente da Consciente, Ilézio Inácio Ferreira, o conceito anterior era avançado, mas era de 2013. “Fizemos uma ampla atualização tecnológica”, diz.

Uma das grandes novidades é que o complexo agora terá uma torre de apartamentos residenciais. O WTC Residence terá 277 apartamentos, que atendem diversos perfis: 96 de 1 quarto, 64 com duas suítes e 64 com três suítes e 3 penthouses, que têm conceito mais abertos e metragem mais ampla (a maior delas, com 220 metros quadrados). O prédio tem também área de lazer completa. Segundo Ilézio, é um empreendimento voltado às pessoas. “Imagine que você, um empresário, pode ter um escritório no empreendimento e descer para tomar um café com sua mãe, que mora em um dos apartamentos”, exemplifica.

A torre comercial é dividida entre o WTC Stay & Hotel e o WTC Office e o WTC Corporate – os dois últimos, com perfis diferentes de salas corporativas. O prédio conta, inclusive, com um heliponto e salão para eventos, chamado Plaza Events. Também haverá lojas e prestadores de serviço.

Conforme Ilézio, o investimento total no empreendimento é de R$ 500 milhões. Em relação ao Nexus, outra mudança foi a redução da área construída em cerca de 30 mil metros quadrados. “O Nexus era muito voltado para o shopping e lojas corporativas. Por isso, foi preciso fazer a readequação para o conceito do WTC Goiânia, cuja intenção é que as pessoas tenham mais tempo para a família, podendo resolver tudo a pé, com segurança. É um projeto mais humano”, explica.

O complexo Nexus nasceu em 2013, foi lançado em 2015 e teve as obras iniciadas em 2016. Logo, porém, surgiram questionamentos quanto à regularidade junto à Prefeitura, o que obrigou a interrupção das obras. Ilézio diz que foi provado que as licenças estavam regulares e que foi feito um acordo com o Ministério Público. Estudos de impacto de trânsito e de vizinhança estão regulares, de acordo com o empresário.

A negociação com o grupo WTC Global começou há pouco mais de um ano. De acordo com o Ilézio, foi a própria multinacional que entrou em contato com a Consciente. Há poucas semanas, a construção foi retomada, com todas as intervenções necessárias para o novo conceito. A expectativa é que todo o complexo seja entregue até 2023. Durante as obras, a estimativa é que sejam gerados 600 empregos diretos. Com 38 anos de mercado, a Consciente tem 65 funcionários fixos e, atualmente, cerca de 400 em suas obras. Do quadro permanente, segundo Ilézio, um terço é de engenheiros e arquitetos.

WTC Global
A Rede World Trade Center (WTC) Global está presente em 90 países, com um total de 326 unidades distribuídas em países dos cinco continentes. Goiânia será a segunda cidade a receber um empreendimento da marca no Brasil – a primeira está em São Paulo. Em entrevista ao Empreender em Goiás, o CEO do WTC São Paulo, Leonardo Figueiró, afirmou que a escola da capital goiana ocorreu devido ao potencial de crescimento econômico da região. “O PIB cresceu muito, nos últimos anos, nas capitais do interior do País”, afirma.
Nesse contexto, Goiânia foi identificada como uma das indutoras desse crescimento. O momento econômico, influenciado pela pandemia, não diminuiu essa expectativa. “No plano de negócios é de longo prazo, para 30 anos”, diz Figueiró. Outros pontos positivos, de acordo com o CEO da WTC, é que os juros para financiamento de imóveis estão no menor patamar da história, ao mesmo tempo em que a taxa Selic também está baixa, tornando as aplicações menos atrativas. “Quem pensar em guardar dinheiro para comprar um imóvel mais à frente, não vai conseguir”, diz.

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