Falta de matéria-prima afeta pequenos negócios

Falta de matéria-prima afeta pequenos negócios

24 de outubro de 2020

Depois do auge da crise econômica do coronavírus, empresas em processo de retomada de atividade econômica relatam aumento no preço dos produtos necessários para produção e falta de matéria-prima. É o caso da JI confecção que presta serviços de facção no interior de Goiás. Estudo divulgado na sexta-feira (23) pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) mostra que problema afeta 70% das empresas de pequeno porte pela falta de insumo ante 66% nas grandes. Mais da metade (55%) das empresas acreditam que a capacidade de atender a procura voltará ao normal apenas em 2021.


Iris Bento da Silva, 45, atua no mercado da moda há quatro anos e disse que nunca viu crise igual a essa, mas que na sua atividade a reação está sendo melhor queesperava. “Depois daquela fase horrível em que tivemos de rescindir ou suspender contratos de trabalho agora estamos empregando bem e entregando mais de 10 mil peças por semana”, afirmou Iris.
O foco da atividade do empresário é a confecção de camisetas e roupas em malha e de acordo com ele, o maior problema agora é o aumento do preço das máquinas e insumos. “Agulhas, botões, linhas (…) está tudo mais caro por conta do dólar”, disse.


Para tentar remediar o aumento dos custos, o empresário aposta na Rodada de Negócios da Moda, que será realizada nos dias 10 e 11 de novembro, numa promoção do Sebrae e da FIEG, reunindo compradores de todo País.
Para essa rodada de negócios, a expectativa é aumentar ainda mais as vendas com a possibilidade de mostrar os produtores para consumidores de outros Estados.

A participação no evento é gratuita. De acordo com as entidades que promovem a rodada estão sendo mobilizados empresários de Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Distrito Federal. “É uma oportunidade de mostrar os produtos para empresários de todo País sem pagar nada por isso”, explica a gestora de moda do Sebrae Goiás, Thaís Oliveira.


O Sebrae tem contribuído para o portfólio dos fornecedores e qualificado a demanda dos compradores. “Diferente de uma feira, na Rodada estamos analisando toda a oferta e demanda previamente para que as aproximações entre vendedores e compradores sejam mais precisas”, explicou Thaís.


Estarão na plataforma como fornecedores pequenas empresas goianas quevendem no atacado seja vestuário, calçados e acessórios; prestadores de serviço (facções, corte, modelagem), bem como aqueles que fornecem matéria prima para o segmento de moda. De acordo com a gestora do Sebrae, a plataforma funciona em ambiente seguro e conta com privacidade para negociação. “É importante ressaltar que as transações comerciais não são concretizadas na rodada, lá ocorre a aproximação das empresas”, frisa Thaís.

O portal Empreender em Goiás é uma iniciativa privada com a missão de incentivar a abertura e o crescimento de empresas. Contamos com os melhores parceiros para gerarmos notícias, análises, pesquisas, serviços e oportunidades de negócios.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Não será publicado.

2 thoughts on “Falta de matéria-prima afeta pequenos negócios”

  1. Avatar Paulo da rocha disse:

    bom começo prá rodada de negócios…

  2. O que está acontecendo nesse setor está ocorrendo em outros como o cerveja artesanal onde também falta insumos para a produção.
    A política de Paulo Guedes, no curto prazo ajuda a trazer dólares para o país provenientes da exportações, mas no médio e longo tende a trazer de volta a inflação, situação que estamos presenciando.