Quatro goianos têm fortuna de R$ 39 bilhões

Quatro goianos têm fortuna de R$ 39 bilhões

29 de setembro de 2020

O Brasil tem 238 bilionários, dos quais 4 são de Goiás, que somam patrimônio de R$ 39 bilhões, 2,5% do total de R$ 1,6 trilhão que é a fortuna dos mais ricos do País, de acordo com ranking 2020 da revista Forbes Brasil. Os irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos da JBS (das marcas Friboi, Seara, Swift, Doriana e Massa Leve), ocupam o 16 º e 17º respectivamente, com patrimônio de R$ 13,52 bilhões, cada um deles, crescimento de 30% em relação a 2019.

O empresário João Alves Queiroz Filho, o Júnior, é o 39º mais rico do Brasil com fortuna de R$ 10,04 bilhões, aumento de 5% comparada à de 2019. Ele controla a Hypera Pharma (antiga Hypermarcas), maior indústria farmacêutica do Brasil instalada em Anápolis. Na 174º posição está o ex-dono da Neoquímica, Marcelo Henrique Limírio, com patrimônio de R$ 1,92 bilhão.

A lista da Forbes Brasil foi elaborada com 238 nomes ranqueados com fortunas originadas de empreendimentos nos setores de bens de consumo, seguros, infraestrutura e logística, farmácia, aviação e transporte, educação e tecnologia, entre outros. Como novidade o ranking mostra um novo bilionário: Joseph Safra, dono do banco Safra. Com patrimônio de R$ 119,08 bilhões ele desbancou Jorge Paulo Lemann, da Ab InBev, com R$ 91 bilhões, que ocupava o primeiro lugar desde 2013.

Wesley e Joesley Batista , donos da JBS, tem fortuna de R$ 13,5 bilhões. Cada um

Irmãos Batista
Filhos de José Batista Sobrinho, fundador da JBS, os irmãos Wesley e Joesley Batista integravam o conselho de administração da gigante de carnes até maio de 2017, quando renunciaram às posições depois de acertam acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Apesar de ter a imagem seriamente abalada durante as investigações, o controle da família sobre o grupo, hoje gerenciado pela J&F, conglomerado com participação empresas de celulose, higiene e até do setor financeiro, não acabou. O fundador se mantém como vice-presidente do conselho administrativo e seu neto, Wesley Mendonça Batista Filho, compõem a mesa.

No primeiro trimestre de 2020, a companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 5,9 bilhões, mas conseguiu se recuperar nos três meses seguintes superando a expectativa do mercado com lucro de R$ 3,4 bilhões.
A JBS é uma das líderes globais da indústria de alimentos e conta com uma plataforma global de produção diversificada por geografia e por tipos de proteína. A companhia foi fundada em 1953 por José Batista Sobrinho, que iniciou as operações em uma pequena planta com capacidade de processamento de cinco cabeças de gado por dia, na cidade de Anápolis, em Goiás.

A JBS conta com mais de 240 mil colaboradores, em unidades de produção ou escritórios em todos os continentes, em países como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, China, entre outros – no Brasil são 130 mil colaboradores, sendo a empresa uma das maiores empregadoras privadas do País.

Júnior do Hypera
O empresário João Alves de Queiroz Filho, o 39º mais rico do Brasil, controla a gigante Hypera Pharma (antiga Hypermarcas) , maior indústria farmacêutica do Brasil instalada em Anápolis e dona das marcas Merthiolate, Monange e Zero Cal. Sediada em São Paulo e listada no Novo Mercado da B3 desde 2008, a Hypera Pharma conta com aproximadamente 7,5 mil colaboradores. No segundo trimestre de 2020, o conglomerado cresceu 17,6% , com lucro líquido de R$ 396,4 milhões.

Está presente em todos os segmentos relevantes do setor. Com posição de liderança em diversas categorias, a empresa atua em três grandes unidades de negócios, líderes nos mercados em que estão presentes: produtos de prescrição, consumer health e similares e genéricos. Júnior, como é conhecido, herdou a empresa do pai e presidiu o conselho de administração até abril de 2018, quando deixou o cargo após a execução de um mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal na sede da companhia.

Marcelo Limírio, ex-dono da Neoquímica, tem patrimônio de R$ 1,9 bilhão

Marcelo Limírio
Marcelo Henrique Limírio Gonçalves, o 174º mais rico do País, era dono do laboratório Neoquímica, quarta maior farmacêutica do país, até vender fatia majoritária das ações para a Hipera Pharma por R$ 1,3 bilhão, em 2009. No mesmo ano, a família arrematou o Hotel Nacional (Rio de Janeiro), em leilão público, por R$ 84,5 milhões. Em 2010, comprou por R$ 310 milhões em leilão a fazenda Piratininga, do empresário Wagner Canhedo (Vasp), em parceria com João Alves de Queiroz Filho e Igor de Melo, do Laboratório Teuto. Em 2017, a família reduziu sua participação na Hypera Pharma a pouco menos de 5%.

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