Profissionais de eventos cobram retomada de atividades

Profissionais de eventos cobram retomada de atividades

25 de setembro de 2020

Marylia Oliveira, Bruna Nunes, Ricardo Souza, Luana Amorim e Janaína Guimarães, os organizadores do movimento

Com um prejuízo estimado em pelo menos R$ 200 milhões em decorrência dos eventos que deixaram de ser realizados desde o início da pandemia em Goiás, representantes do setor se reuniram nesta quinta-feira (24) no Oliveira’s Place, no Setor Bueno, em Goiânia. Sem sindicato que represente a classe, profissionais terceirizados e empresários iniciaram um movimento que tem como objetivo pressionar autoridades municipais e do Estado a autorizarem o retorno das atividades, ainda que gradual, respeitando protocolos previamente definidos.

Casamentos, aniversários, formaturas, eventos sociais e corporativos deixaram de ser realizados desde o início da pandemia do coronavírus (Sars-CoV-2), em março. Os eventos englobam uma infinidade de empresários e profissionais que dependem da execução das festas para contrato e recebimento do dinheiro pelo trabalho ofertado. Nessa lista estão, por exemplo, garçons, seguranças, copeiros, vallets.

Cerimonialista e assessor de eventos, Ricardo Souza é um dos organizadores do movimento e explica que grande parte dos eventos já agendados para 2020 foi remarcada, mas que também houve cancelamentos. Ele citou ainda os eventos que estão sendo realizados de forma clandestina, causando ainda mais risco de proliferação do coronavírus. Em Goiânia, por exemplo, um estabelecimento no Residencial Eldorado foi fechado na última terça-feira (22) pela Central de Fiscalização da Covid-19. Isso porque, no domingo (20) reuniu aproximadamente mil pessoas em uma festa “clandestina”.

Ricardo Souza (Plenno Eventos), Kellen e Alessandro (Assistentes de Cerimonial)

“Houve retorno do comércio da Rua 44, por exemplo, e não dá para entender. Temos muito mais formas de controlar um evento que este tipo de comércio. Acreditamos que a partir do momento que os eventos estiverem liberados, isso acontecerá de forma gradual. É aí que os clientes começarão, inclusive, a agendar para 2021. A maioria das contratações é eventual, sem vínculos empregatícios e essas são as pessoas que estão passando fome, as que dependem da execução”, pontua.

Aproximadamente 80 pessoas participaram do encontro nesta quinta-feira (24) e além de conversarem sobre as possibilidades de retorno, o grupo gravou um vídeo que será utilizado como forma de campanha na próxima semana. Estiveram presentes cerimonialistas, representantes de buffets, espaços infantis, coral, fotografia, músicos, DJs, seguranças, copeiras de luxo, empresários do ramo de locação de móveis, forração e tendas, fotografia e filmagem, locação de fantasias e também de doces e bombons.

Ricardo explica que, como a categoria não possui sindicato, organização ou representatividade legal, não há números oficiais de fechamento de empresas ou demissões. “Não temos dados fechados, mas temos muitos buffets e casas de eventos que não irão retornar. O prejuízo foi muito grande e muitos não estão conseguindo manter até mesmo a estrutura. A proprietária do Oliveira’s Place, por exemplo, está com uma despesa mensal de R$ 9 mil. Eu tinha até seis eventos por mês e agora cheguei a zero”, acrescenta.

Ricardo Souza (Plenno Eventos), Ditinho (D&M) e Roberto (Eleganza Eventos)

Restrições

Em Aparecida de Goiânia, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 autorizou a retomada de festas e eventos a exemplo do que já ocorreu em Jataí, Anápolis e Itumbiara. O permitido é 30% da capacidade para garantir o distanciamento. Na segunda-feira, membros do Comitê de Operações Emergenciais de Enfrentamento ao Coronavírus (COE) da Prefeitura de Goiânia se reúnem para discutir novas flexibilizações, inclusive de eventos.

“Temos consciência de que precisamos garantir segurança não só para os nossos colaboradores, mas também para os convidados. Já tivemos discussões de 12m² por pessoa em cada ambiente e isso é absurdo. Como garantir esse espaço em um evento? Ou como fazer um evento para 60, 80 pessoas? Tudo está voltando e nós queremos voltar e vamos fazer isso com protocolos”, diz Ricardo.

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One thought on “Profissionais de eventos cobram retomada de atividades”

  1. Quem tem voltar é quem sabe Organizar, que seja feito protocolos e aja as fiscalizações. Bora deixar quem sabe trabalhar, #forabagunça