Produção industrial cresce em Goiás, apesar da Covid

Produção industrial cresce em Goiás, apesar da Covid

9 de setembro de 2020

Os setores farmoquímico, farmacêutico e alimentício puxaram para cima a produção industrial de Goiás em julho, que registrou crescimento de 4%, terceiro mês consecutivo de taxa positiva, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado em 2020, a indústria goiana teve crescimento de 1,7%, indicando que mesmo com pandemia do coronavírus, a indústria goiana produziu mais. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional, do IBGE. Em julho, a produção industrial goiana variou -0,3% frente a junho passado, sendo o primeiro mês de estabilidade após a crise do Covid-19. Já a produção industrial nacional avançou (8%) na mesma base de comparação.

Na comparação com julho de 2019, as atividades que tiveram os maiores avanços foram a fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (35,4%), sendo o maior crescimento desde setembro de 2017 (42,1%); fabricação de produtos alimentícios (5,8%), sendo o quinto aumento consecutivo na base de comparação e acumulando no ano 3,6%; e, por fim, a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (3,9%) que acumula um crescimento de 3,1% em 2020.

Por outro lado, as atividades que apresentaram maiores quedas de produção foram a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-36,8%), registrando a maior redução desde janeiro de 2018 (-43,4%); seguida das indústrias extrativas (-19,8%) que apresentou, mesmo com queda no mês de julho, crescimento de 2,7% no ano de 2020, devido principalmente a alta nos meses de abril e maio de 2020; por fim, a fabricação de outros produtos químicos (-15,0%), que registra a quarta queda consecutiva na mesma base de comparação.

Brasil
Em julho de 2020, 12 dos 15 locais pesquisados apresentaram taxas positivas na produção industrial frente a junho, na série com ajuste sazonal. Os maiores avanços foram no Ceará (34,5%) e no Espírito Santo (28,3%). Região Nordeste (17,5%), Amazonas (14,6%), Bahia (11,1%), Santa Catarina (10,1%), Pernambuco (9,5%), Minas Gerais (9,2%) e São Paulo (8,6%) também mostraram avanços maiores do que a média nacional (8%). Mato Grosso (-4,2%) apontou o recuo mais intenso, eliminando parte do crescimento de 8,2% acumulado em maio e junho últimos. Paraná (-0,3%) e Goiás (-0,3%) assinalaram os demais resultados negativos nesse mês.

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