Sebrae cria comunidade para tirar dúvidas de empreendedores

Sebrae cria comunidade para tirar dúvidas de empreendedores

27 de agosto de 2020

A artesã Gisele Villarinho participou das capacitações do projeto Sebrae Delas e foi atendida por consultores

Desde o começo da pandemia, serviço de respostas do Sebrae já ajudou mais de 5 milhões de pessoas. Não é novidade que os pequenos negócios foram os mais afetados pela pandemia – 89% dessas empresas viram seu faturamento cair, conforme dados da pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV. Sem caixa para aguentar longos períodos fechados e sem saber o que fazer, empresários aflitos buscam respostas on-line. Pensando em ajudar esse empreendedor,o Sebrae lança plataforma para tirar dúvidas.

O formato é similar ao de outros fóruns on-line, como o Yahoo Respostas, mas a comunidade é mediada por 250 funcionários/especialistas. Para as empreendedoras goianas, desde março, o Sebrae Delas promove lives e consultorias personalizadas. Do início da pandemia até agora, o volume de buscas na plataforma aumentou 2.000% e mais de cinco milhões de usuários foram atendidos.

As dúvidas mais comuns estão relacionadas ao auxílio emergencial para microempreendedores individuais (MEI) e ideias de novos negócios. Os temas manutenção das vendas, protocolos de reabertura e acesso a crédito também estão no topo do ranking dos assuntos mais procurados. Ao todo, foram 10.000 perguntas feitas durante a pandemia. Em um formato colaborativo, os usuários podem ler e complementar a resposta recebida por outras pessoas.

Buscando atendimento sobre como ampliar a clientela com marketing digital, loja colaborativa de Goiânia procurou ajuda do Sebrae Delas. A gerente do projeto, Vera Lúcia Oliveira, explica que foi usada a metodologia “Travessia” para ajustar soluções personalizadas às empreendedoras goianas. Foram realizados diversos webinários e o projeto Sebrae Delas já alcançou mais de 500 empreendedoras goianas neste período. Atualmente, estão sendo realizadas lives para todos os públicos e atendimento direcionado para mulheres negras.

Curso completo

A artesã Gisele Guedes Villarinho participou das capacitações logo no início e comenta que achou o curso muito completo, porque fala de vários temas, como financeiro, marketing e outros. As mulheres foram assistidas por meio de consultorias individuais de 4 horas e os webinários foram sobre Design Thinking, Marketing Digital e Vendas e Gestão Financeira. A artesã explica que tem vendido os produtos on-line, mas que nem por isso deve dispensar a loja física. “O artesanato é particular, tem uma história e os clientes participam dessa relação. É difícil contar a história das peças por uma foto no site”, comentou.

A empreendedora tem apostado na divulgação nas redes sociais e, para aqueles que não têm acesso a computador, tem direcionado a divulgação pelas redes sociais, usando o aplicativo Whatsapp. Os produtos da loja colaborativa variam entre R$ 15 a R$ 600 e o ticket médio é de R$ 120. Tanto na loja física  quanto na virtual os produtos são diversos. Desde bordados a mão, crochê, patchwork, tecelagem, a toalhas pintadas a mão, almofadas, quadros de artistas plásticos, velas artesanais, bio-jóias, dentre outros.

Durante esse período de isolamento social, Gisele  notou maior aumento de procura por itens de casa, como almofadas, e produtos de organização e bem-estar para pets. “Os clientes têm buscado até produtos mais caros como sapateira de madeira e comedouros especiais para gatos”, detalhou Gisele. No caso dela, o faturamento que chegou a diminuir 60% em meados de março, aos poucos está voltando aos patamares pré-pandemia.

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