Transformar lixo reciclado em uma mina de negócios no Estado

Transformar lixo reciclado em uma mina de negócios no Estado

4 de julho de 2020

Grupo de trabalho, mobilizado pela OCB/GO, tem representantes do Estado, da Prefeitura, do Sebrae e do Ministério Público de Goias

O governo de Goiás, via Secretaria da Indústria e Comércio, e o Sebrae-GO vão participar do projeto que tem o objetivo de transformar materiais reciclados em novas oportunidades de negócios em Goiás. Outro objetivo é agregar valor à cadeia produtiva já instalada no Estado. É algo que acontece em outros Estados, especialmente em São Paulo, para onde é enviada boa parte dos insumos coletado pelas cooperativas goianas para ser beneficiado e industrializado. A mobilização partiu do presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, que promoveu uma reunião remota com representantes do governo estadual, do Sebrae-GO, da Prefeitura de Goiânia e do Ministério Público do Estado.

O secretário estadual da Indústria e Comércio, Adonídio Vieira Júnior, anunciou na reunião que o governo vai participar do projeto. Antecipou que um grande interesse do Estado é implantar centros industriais de reciclagem, com atração de investimentos privados, primeiro para o Entorno do Distrito Federal e posteriormente para as Regiões Norte e Nordeste de Goiás. Representando o Sebrae-GO, o assessor jurídico Fernando Ferreira afirmou que a entidade tem como principal objetivo fomentar ambientes favoráveis para os micro e pequenos negócios.  “Principalmente quando há também preocupação social e ambiental”, frisou. O Sebrae-GO deve coordenar o planejamento estratégico do projeto e atuar nas questões de capacitação e consultoria para que se atuais cooperativas e associações se tornem empresas autônomas e rentáveis no Estado.

Negócios rentáveis

O promotor Juliano Barros Araújo, do MP-GO, explicou que é possível transformar materiais reciclados em negócios rentáveis. “Nosso desafio é transformar as cooperativas que atuam no setor em, de fato, empresas. Em Goiânia isto já teve início, mas pode avançar mais rápido. Hoje, de 10% a 12% do lixo coletado na capital não é mais enterrado nos aterros sanitários, mas apenas cerca de 3% é reciclado e menos é beneficiado e industrializado. O potencial de crescimento é grande, até mesmo em Goiânia”, afirmou.

Juliano Barros defende a conclusão desta cadeia produtiva, que envolve a reciclagem, com atração de investimentos para beneficiar e industrializar os insumos no Estado. Lembrou que já existe uma área, próximo ao aterro sanitário de Goiânia, para a instalação destas empresas e para a implantação de um polo de desenvolvimento de novas tecnologias em parceria com a Universidade Federal de Goiás. “Nos falta é uma política para investimentos privados e públicos, além de capacitar os trabalhadores. A adesão do Estado e do Sebrae podem nos ajudar a preencher estas lacunas”, enfatizou.

O presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), Gilberto Marques Filho, disse que a meta é tornar Goiânia a capital com maior taxa de coleta de material reciclável do País. Frisou que é importante gerar oportunidades de renda e empregos a partir do beneficiamento e industrialização destes insumos. “Temos na capital 14 cooperativas que fazem o trabalho de triagem. Nesta semana uma delas conseguiu equipamentos para beneficiar vidros, material que é hoje totalmente enviado para São Paulo. É muito importante ampliarmos esta cadeia. A participação do governo estadual e do Sebrae vai ajudar a acelerar este processo”, afirmou.

O secretário Adonídio Vieira Júnior adiantou que o Estado pode participar com o programa estadual de incentivos fiscais e com a oferta de linhas de crédito especial para a atração de investimentos privados. Além disso, afirmou que buscará viabilizar o uso de recursos federais para a aquisição de máquinas e equipamentos. “Tenho a certeza que o governador Ronaldo Caiado vai abraçar o projeto e terá interesse, inclusive, de participar de uma próxima reunião deste grupo. Para isso, precisamos elaborar antes os projetos técnicos”, enfatizou. Também disse que vai trabalhar agora pelo envolvimento direto de outras áreas do Estado, como as Secretarias da Economia e do Meio Ambiente.

O presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, concluiu a reunião afirmando que a entidade vai ajudar a coordenar o trabalho para a elaboração dos projetos técnicos. “Estamos dando um importante passo para transformar a vida de milhares de trabalhadores que atuam hoje nas cooperativas de reciclagem em Goiânia e no Estado. Vamos gerar ambiente favorável para a realização de novos investimentos, que por sua vez vão gerar novos empregos, aumentar a renda e profissionalizar as nossas cooperativas. Vamos também contribuir consideravelmente para o meio ambiente de Goiás”, afirmou.

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