Goiás perde 615 indústrias em cinco anos

Goiás perde 615 indústrias em cinco anos

23 de junho de 2020

O setor industrial sofreu forte retração entre 2013 e 2018, segundo dados divulgados recentemente pelo IBGE. Existiam 7.204 indústrias (com mais de 5 empregados) em 2013 no Estado. Cinco anos depois, eram 6.589, apesar de um pequeno crescimento em 2018. O período reflete a grave crise econômica do Brasil no período que, apesar dos sinais de recuperação entre 2018 e 2019, ameaça voltar com força novamente neste ano com as restrições causadas pela pandemia da Covid-19.

O encolhimento do parque industrial goiano no período atingiu, evidentemente, o número de empregados pelo setor. Em 2013, existiam 256,8 mil trabalhadores nas indústrias em Goiás, número que caiu para 225,1 mil em 2016 (auge da recessão no País) e voltou a crescer, gradualmente, para 234,6 mil em 2018.

Portanto, tanto o número de indústrias como o de trabalhadores empregados pelo setor sofreram redução de 8,5% neste período de cinco anos no Estado. Mas o setor mantém forte representatividade na economia do Estado. Sua receita líquida somou R$ 104,2 bilhões em 2018, praticamente o dobro da registrada em 2009, representando 52% do total do PIB goiano (R$ 197,9 bilhões). Só em salários e benefícios aos trabalhadores as indústrias pagaram R$ 7,5 bilhões em 2018.

Indústria da alimentação
A indústria de transformação é responsável por 94,6% do valor do parque industrial no Estado. O maior destaque é para as empresas de produção de alimentícios, que respondem por 39,1% do valor de transformação industrial em Goiás. Além disso, essa atividade conta com o 2º maior número de indústrias (1.315 em 2018), com 20% do total no Estado, e maior participação em pessoal ocupado (35,5% do total), salários (33,1%) e receita líquida industrial (50,3%) do Estado.

A atividade de confecção de artigos de vestuário e acessórios se destaca como a atividade com o maior número de indústrias no Estado (1.392 em 2018), com 21,1% do total, apesar da redução de empresas em operação (eram 1,6 mil unidades em 2016). Tem o 3º maior número de pessoas ocupadas (20,7 mil), representando 8,8% do total no Estado. Outro destaque é a atividade de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com 25 mil pessoas ocupadas, alcançando a 2ª posição estadual na geração de empregos e no valor de transformação industrial.

Já as indústrias de máquinas e equipamentos registraram as maiores quedas em três importantes indicadores em 2018, com redução no número de empresas (-23,5%), de empregos (-19,1%) e salários pagos (-10,6%). Outros setores que sofreram retração foram os de extração de minerais, de celulose, papel e produtos de papel e de equipamentos de transporte. Por outro lado, as indústrias de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos foram que apresentaram avanços mais significativos, com aumento de 40,8% no número de empresas, de 12,4% em pessoal ocupado e de 19,8% em salários. Outras atividades que se destacam são a fabricação de produtos de madeira, de produtos têxteis, de equipamentos de informática, de móveis e de bebidas.

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