Quase metade das empresas em Goiânia ainda usa sistema analógico

Quase metade das empresas em Goiânia ainda usa sistema analógico

16 de junho de 2020

Marcos Bernardo e Deybson Santana detalharam os resultados da sondagem realizada com 38 empresas instaladas em Goiânia

Quase metade das empresas em Goiânia não trabalha com e-commerce (18,4%) ou outra ferramenta tecnológica para atendimento a clientes no ambiente digital (28,9%) . É o que constatou sondagem de mercado realizada pelo Instituto Gyntec Academy em parceria com a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação de Goiás (Assespro-GO) e a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex). A sondagem foi realizada, em maio passado com 38 empresas da capital goiana, nas áreas de serviços financeiros, educação, agronegócio, comércio varejista, construção civil, mercado imobiliário, saúde, farmacêutica e indústria.

“São empresas fantasmas na internet, que não são encontradas por ninguém no ambiente digital. Ou seja, são empresas totalmente analógicas e que certamente irão sumir com essa pandemia”, avalia o co-fundador do Instituto Gyntec Academy, Marcos Bernardo, e coordenador do levantamento, que foi apresentado durante uma coletiva virtual realizada nesta terça-feira (16).

De acordo com o estudo, 60,5% das empresas ouvidas precisaram desenvolver algum tipo de estratégia para se adaptar à pandemia e continuar suas atividades. O levantamento ainda aponta que mais de 60% alegaram que suas atividades diminuíram neste período de pandemia, 28,9% afirmaram que tiveram aumento e 10,5% informaram que não perceberam variação.

Novas habilidades

A sondagem de mercado revelou ainda que 55,3% das empresas consultadas, ou seja mais da metade, precisou diminuir seus quadros profissionais. No entanto, apesar da grande maioria ter dispensado mão de obra, existe uma demanda de contratação específica que traz oportunidades justamente para quem está capacitado para atuar no ambiente digital. Das empresas consultadas, 47,4% alegaram que possuem vagas, mas estão com dificuldades de preenchê-las.

Entre as funções mais procuradas, conforme o levantamento, estão gerentes de marketing e vendas, com 34,2% das empresas consultadas alegando estarem a procura deste tipo de profissional; 28,9% oferecem oportunidades ou estão contratando pessoas para as áreas de gerência de mídias sociais ou site; 13% estão em busca de especialistas para desenvolvimento de metodologias ágeis, gerentes de inovação e gestão de projetos; outros 13,2% buscam pessoas para as áreas de análise de dados.

“Percebemos que, com exceção aos cargos de gerente de marketing e vendas, que são funções mais diretamente comerciais, as outras demandas por contratação são em áreas que requerem justamente conhecimento técnico ou ao menos habilidades para trabalhar no ambiente digital e gerir dados”, destacou Deybson Santana, presidente da Assespro-GO, que também participou da coletiva virtual.

Para esse desenvolvimento contínuo de habilidades, segundo explica Marcos Bernardo, existem várias plataformas digitais que oferecem a capacitação forma acessível e prática para profissionais de qualquer área. Ele lembra que o próprio Gyntec, maior hub de tecnologia e inovação do Centro-oeste, mantém parcerias com as maiores Edtechs do País.

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