IBGE: vendas do comércio goiano batem recorde (negativo)

IBGE: vendas do comércio goiano batem recorde (negativo)

16 de junho de 2020

As vendas no comércio varejista de Goiás sofreram redução de 19,6% em abril, comparadas com as do mesmo mês de 2019, e 15,8% comparadas com as de março deste ano. Os dados foram divulgados hoje (16/06) pelo IBGE. A queda nas vendas teve impacto, naturalmente, muito forte na receita nominal do comércio goiano, que sofreu redução média de 21,9% em abril, comparado com o faturamento médio do mesmo mês do ano passado. O comércio goiano acumula retração de 6,3% nas vendas neste ano e de 2,4% nos últimos 12 meses, praticamente anulando a recuperação econômica que vinha sendo observada desde 2018.

Trata-se de um fenômeno que atinge praticamente todo o comércio varejista do Brasil desde o início da pandemia da Covid-19 e das medidas de restrições econômicas adotadas pelos governos estaduais e prefeituras para evitarem maior contágio da população.

Em abril, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista caiu em todas as 27 unidades da federação, com destaque para Amapá (-33,7%), Rondônia (-21,8%) e Ceará (-20,2%). Na média nacional, a redução das vendas em abril foi de 16,8%, o pior resultado desde janeiro de 2000. É a primeira vez que a pesquisa traz os resultados de um mês inteiro em que o País está no quadro de isolamento social, já que ele começou a ser adotado na segunda quinzena de março.

O recuo nas vendas no varejo atingiu todas as oito atividades pesquisadas pelo IBGE. A maior queda foi no comércio de tecidos, vestuário e calçados (- 60,6%), seguido de livros, jornais, revistas e papelaria (- 43,4%) e de outros artigos para uso pessoal e doméstico (- 29,5%). Até mesmo segmentos considerados essenciais não escaparam: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo sofreram queda média de 11,8% e o comércio de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, de 17%.

“Em março, podemos imaginar o cenário em que essas atividades essenciais absorveram um pouco das vendas das outras atividades que tinham caído muito, mas nesse mês isso não foi possível. Tivemos também uma redução da massa salarial que, entre o trimestre encerrado em março para o encerrado em abril, caiu 3,3%, algo em torno de 7 bilhões de reais. Isso também refletiu nessas atividades consideradas essenciais”, explica o gerente de pesquisas do IBGE, Cristiano Santos. O patamar de vendas chegou ao seu ponto mais baixo, registrando os maiores distanciamentos dos recordes históricos, tanto para o comércio varejista (22,7% abaixo do nível recorde, em outubro de 2014) quanto para o comércio varejista ampliado (34,1% abaixo do recorde, em agosto de 2012).

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