A crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus já afetou o faturamento de 70,1% das empresas goianas. E o baque foi grande: para 35,3% delas, a queda foi de 80% a 98% no caixa. Para 34,8%, as perdas foram de 99% ou mais. A queda média do faturamento foi de 80%. Os dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Grupom, que ouviu 1.955 empresários ou executivos de empresas de diversos ramos entre abril e o início deste mês.

Perguntados sobre a possibilidade de reabrir o negócio nos próximos 90 dias, 39,2% responderam que dificilmente vai conseguir ou que precisará de um tempo para isto. Com eles se somam outros 12,7% que responderam que só vão reabrir se tiverem clientes, demanda. A pesquisa identificou também que 50,4% das empresas goianas tiveram as atividades completamente suspensas por conta das medidas de restrição econômica, que 42,7% estão muito preocupados com a situação e 62,9% são parcialmente favoráveis às medidas de isolamento social.

“O impacto é grande e está sendo rápido, o que nós perguntamos para o empresário há 10 ou 15 dias, pode ter uma resposta diferente hoje, talvez uma resposta até pior”, comenta Mário Rodrigues Filho, diretor do Grupom. A pesquisa terá mais duas etapas, já em andamento, para medir como os serviços de e-commerce e delivery estão funcionando no mercado e como o teletrabalho está sendo ou será implantado pelas empresas.


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