Isabela Capitonê investiu R$ 30 para se cadastrar na loja online da feira e em sua primeira ação vendeu cerca de R$ 300 c

Na pandemia do Covid-19, que tirou as pessoas das lojas e eventos físicos, a internet confere segurança e alternativa para pequenos empreendedores, formais ou não, manterem parte de suas vendas e clientes já conhecidos. Os pequenos negócios chegam à palma da mão do consumidor que, antes, se deslocava a uma feira, evento ou loja física. Foi o que fez a coordenadora da Feira das Minas, em Goiânia, Pauline Arroyo, ao criar a loja virtual da exposição, que era realizada na cidade todo mês.

O site nasceu diante da demanda das cerca de 80 expositoras da feira presencial, que se viram obrigadas a parar seus negócios, tendo redução nas vendas, e perda de materiais. “Fui em busca de alternativas para manter minha atividade e a das feirantes, em sua maioria mulheres artesãs e comerciantes de diversos produtos, como roupas, comidas, acessórios, maquiagem, sex shop, decoração, plantas”, diz a coordenadora, ao lembrar que a maioria dos produtos é de confecção própria e a feira voltada ao empreendedorismo feminino.

Ela conta que em três semanas o projeto da loja online ficou pronto e foi ao ar nas vésperas do Dia das Mães para atender às expositoras que estavam ávidas por uma solução. “Me senti motivada frente às sugestões apresentadas”. O site – www.feiradasminas.com.br – logo atraiu mais de 15 expositoras no lançamento da feira online e todas venderam bem e tiveram bons resultados, salienta Pauline Arroyo, ao admitir uma futura expansão dos negócios da feira via internet, pós pandemia. Para a coordenadora da feira e da loja virtual, as pessoas estão mais confiantes nas compras online e o site da feira une na palma da mão os pontos entre o empreendedor e o cliente, em um ambiente seguro para as relações comerciais.

“É bom saber que tem alguém se preocupando com a gente”, diz a artesã Isabela Capitonê. Há dois anos ela trabalha em casa personalizando e estampando camisetas, além de objetos de decoração e utensílios como canecas. A jovem de 24 anos expõe na Feira das Minas, pelo igual período e, antes da crise chegava a faturar R$ 800,00 por edição do evento. Com a chegada da pandemia, se faturamento praticamente zerou. “A tecnologia e o baixo custo para me cadastrar no site da feira foram um alívio”, diz.

Isabela dispôs de R$ 30 para se cadastrar na loja online da feira e em sua primeira ação vendeu cerca de R$ 300. Ela ganhou 10 vezes mais que o investido. Surpresa com o resultado, a empresária diz que a iniciativa foi fundamental para resgatar vendas. ”Foi positivo e animador, mas ainda não se compara ao faturamento anterior, na feira física”, frisa. A jovem espera continuar como expositora no evento presencial, mas diz que também vai investir, por conta própria, nos negócios online.

Pauline Arroyo criou a loja virtual da Feira das Minas


Deixe seu comentário