Aumento na produção de químicos foi um dos fatores para menor queda geral na indústria em Goiás

A produção industrial goiana caiu 2,8% em março quando comparada com o mês de fevereiro deste ano, sendo a primeira queda no ano. Na comparação com março de 2019, a redução foi de 1,2%, sendo a quarta consecutiva. No acumulado do ano, a queda foi de 1,2%. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (14/05) pelo IBGE. No Brasil, a produção industrial diminuiu 3,8%.

Quando comparados março deste ano com o mesmo mês do ano passado, as principais variações negativas foram observadas na fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-22,4%); seguido pelo setor de metalurgia (-21,8%), sendo o pior março para a atividade desde 2012; e pela fabricação de produtos de minerais não-metálicos (-9,7%). Os produtos que mais influenciaram para o resultado em cada setor foram automóveis com motor a gasolina, álcool ou bicombustível para a primeira, ouro em formas brutas para usos não monetários para a segunda e cimentos “Portland” para a terceira.

Por outro lado, as variações positivas foram observadas nas atividades de fabricação de outros produtos químicos, com aumento de 17,1%, sendo a quarta elevação consecutiva. Em seguida fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com alta de 8,5%, sendo o quinto aumento consecutivo, e a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (7,9%), sendo o terceiro aumento seguido. Os aumentos foram influenciados, em grande parte, pela maior produção de adubos ou fertilizantes com fósforo e potássio para a primeira, latas de ferro e aço para embalagem de produtos diversos para a segunda e biodiesel para a terceira.

Para o economista Cláudio Henrique, consultor econômico da Fieg, em linhas gerais o comportamento da atividade industrial está dentro do previsto, inclusive considerando o período de fechamento das unidades produtivas e as atividades em si. Goiás ainda teve um comportamento de menor impacto considerando-se sua base produtiva em relação as outras unidades federativas. Contudo, os próximos resultados trarão em síntese um viés de quedas mais acentuas quer pelo prolongamento da paralisação das atividades, quer pelo agravamento da crise – econômico-financeira das empresas.

Brasil
Com a queda de 9,1% na indústria nacional, de fevereiro para março, (série com ajuste sazonal) houve retração em todos os 15 locais pesquisados pelo IBGE, pela primeira vez na série histórica da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional iniciada em 2012. Parte do mês de março foi afetada pelas medidas de enfrentamento à Covid-19 no país. Ceará (-21,8%), Rio Grande do Sul (-20,1%) e Santa Catarina (-17,9%) assinalaram as reduções mais acentuadas, com todos eliminando os ganhos registrados nos dois primeiros meses de 2020: 2,4%, 6,9% e 1,9%, respectivamente. Por outro lado, Goiás (-2,8%), Rio de Janeiro (-1,3%) e Minas Gerais (-1,2%) tiveram reduções menos acentuadas.


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