Alberto Silva Fiho, da Polichat, criou uma plataforma que converge para um só aplicativo de celular todas as mensagens vindas de redes sociais, do Whatsapp e de chat de um site

Quase tão rápido quanto o novo coronavírus se espalha, as startups se adaptam a uma nova realidade e trazem soluções para diversos problemas surgidos com a pandemia, algo quase improvável para empresas convencionais. Das health techs (startups especializadas em saúde e bem-estar) aos apps criados para facilitar acesso à informação ou minimizar os impactos econômicos e sociais, essas empresas com modelo escalável usam da criatividade e da tecnologia para combater a Covid-19, de uma forma diferente.

Foi o que fez a Polichat, uma das cinco startups goianas que receberam investimentos da ACE Startups e Sírius Venture Capital, e tem o suporte do Hub Gyntec Assespro Softex. O empresário Alberto Silva Filho, fundador da startup, criou uma plataforma que converge para um só aplicativo de celular todas as mensagens vindas de redes sociais, do Whatsapp, de chat de um site, facilitando a rotina de empresas que têm atendimento on-line. “A demanda cresceu nos últimos dias porque, em razão da pandemia, os canais de atendimento à distância, ao invés de uma simples melhoria, passaram a ser uma grande necessidade para que muitas empresas continuassem funcionando”, explica.

Em virtude das medidas de isolamento social, a equipe de 13 pessoas está fazendo home office e usando mais do que nunca o próprio recurso desenvolvido pela startup. Atualmente, a Polichat atende cerca de 180 clientes no Brasil e já conquista o mercado internacional. “Com a pandemia, a demanda para outros países aumentou, embora nosso foco seja o mercado brasileiro. Vendemos a ferramenta para Paraguai e Japão. O Ministério da Saúde também contratou nossa solução para atender ao público”, diz.

A Congressy, uma plataforma especializada na gestão e realização de eventos corporativos, é outro exemplo de uma startup que, impactada pela pandemia do novo coronavírus, rapidamente se reinventou e mudou seu modelo de negócio.Com as restrições de circulação e aglomerações de pessoas impostas em vários estados em virtude da pandemia, Wyndson Oliveira, fundador e CEO da Congressy, viu em sete dias mais de 90% dos eventos cadastrados em sua plataforma serem cancelados.

Mas ao passo que a plataforma foi rapidamente afetada pelas mudanças impostas pela pandemia, de maneira igualmente rápida a startup mudou o seu modelo de negócio e passou a organizar seminários, congressos e cursos totalmente online. “Não só resolvemos as “dores” da empresa, mas também de nossos clientes, que também precisavam realizar seus eventos corporativos. Só com dois dias de lançamento desse novo serviço já recebemos centenas de pedidos”, conta Wyndson.

Por meio da tecnologia, a plataforma consegue promover à distância congressos e cursos onlines para um número ilimitado de participantes. “Continuamos a fazer todo o gerenciamento do evento, desde a criação do hotsite para divulgação e realização de inscrições, até a conectividade entre palestrantes e o público participante. Por meio da plataforma, pode-se disponibilizar de forma online vídeos e documentos com hora e data marcada. É possível também o uso de vídeos em 360º para proporcionar uma experiência de realidade virtual aos participantes”, explica.

Para o co-fundador do Gyntec Academy, Marcos Bernardo, a crise gerada pela pandemia irá acelerar esse modelo de negócio escalável das startups. “O objetivo básico das startups é diminuir custos e aumentar produtividade através de prestação de serviços digitais, o que mais se precisa neste momento”, frisa o executivo.

Marcos também destaca a capacidade de adaptação das startups. “Quem não se adapta está morto. É a lei do darwinismo, na qual só sobrevivem aqueles que melhor se adaptam às novas realidades do mercado. Um exemplo é a StartSe, melhor edtech do Brasil, que durante essa crise lançou o ReStartSe abrindo 100 horas aula gratuita do melhor conteúdo do Brasil, China e EUA e de forma gratuita”, acrescenta.


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