Deusa e Valquíria, da empresa Cozinha Margonari uma das mamitarias mais antiga e tradicional de Goiânia

O isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19, que está obrigando muitas pessoas a ficarem e até a trabalharem em casa, tem contribuído para o aumento de mais de 20% da procura por marmitas caseiras. Em Goiás, a exemplo do que está ocorrendo em todo o País, mesmo antes do aparecimento do vírus, negócios de refeições caseiras estavam aumentando a cada ano abrindo espaço para os empreendedores.

Nos últimos cinco anos, segundo dados do Ministério da Economia, o número de empresários do ramo de alimentação para consumo domiciliar (que corresponde às marmitas e outras refeições embaladas) cresceu expressivamente no País, passando de 102,1 mil (2014) para 239,8 mil (2019) – o que representa um crescimento de 134%. Não há dados regionalizados.

Números do Portal do Empreendedor (janeiro 2020) confirmam que essa tendência se mantém forte. Apenas entre novembro (2019) e janeiro, o portal já registrou a criação de quase 3 mil novos MEI especializados na produção de alimentos para consumo domiciliar.

A empresa Cozinha Margonari, localizada no Setor Bela Vista, é uma das mamitarias mais antiga e tradicional de Goiânia. Está no mercado há 22 anos. Suas proprietárias Deusa Margonari e Valquíria de Paula lembram que quando iniciaram o negócio existiam apenas umas quatro empresas do ramo na Capital.

Hoje elas nem conseguem estimar a quantidade. Além daquelas legalizadas – cerca de 50 – existem os informais e ainda os restaurantes que antes apenas serviam mesas passaram a fornecer marmitas tanto a domiciliar como individual, acirrando a concorrência, ainda mais agora que estes estabelecimentos não podem atender os clientes no próprio local, por causa do coronavírus.

Mesmo assim, a Margonari, segundo Deusa, tem uma carteira com mais de uma centena de clientes fidelizados, além das entregas individuais. As duas empresárias contam que nos últimos 30 dias, tiveram de reestruturar o planejamento para atender o aumento da demanda por marmitas que são levadas até as casas ou local de trabalho das pessoas.

A empresária Alessandra Xavier de Morais e seu esposo Ricardo Marinho abriram a própria empresa – a Lunch Box – em 2012 com a proposta de inovação que é voltada para a alimentação balanceada, uma comida mais leve, com sabor caseiro e caprichada. Ela observa que o mercado já esteve mais aquecido. Mas, nos últimos meses, apareceram muitos fornecedores de marmitas, atuando, principalmente na informalidade, criando uma concorrência desleal.

Contudo, ela acredita que aqueles que têm o compromisso de manter a qualidade de seus produtos têm mercado garantido. A Lunch Box, por exemplo, tem cinco cardápios diferenciados, por dia, que vão de comida fitness, a gourmet, atendendo o gosto de toda a clientela, principalmente médicos – que respondem por 70% de sua carteira de clientes – a pessoas idosas em suas residências que não querem ou não dão conta de cozinhar.


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