Empresários pedem reabertura e Caiado acena com flexibilização muito gradual

Empresários pedem reabertura e Caiado acena com flexibilização muito gradual

14 de abril de 2020

O Fórum das Entidades Empresariais de Goiás voltou a pedir ontem (13/04) em nota oficial a retomada das atividades econômicas no Estado e o governador Ronaldo Caiado acenou com um decreto para flexibilizar alguns segmentos a partir da próxima segunda-feira (20/04), mas com várias exigências. “Eles terão de cumprir exigências que nós vamos lutar para que sejam dadas, tanto ao trabalhador quanto ao cliente a condição de ter garantias mínimas para não se contaminar”, disse.

Uma dessas exigências, segundo o governador, será o uso obrigatório de máscara e que circular sem máscara vai infringir o decreto. Ele disse querer a responsabilidade de todos para não contaminar os outros e nem se contaminar e citou exemplo dos motoristas de praça e de ônibus, observando que é inadmissível que circulem em seus veículos sem usar máscara, que deveria se tornar um hábito, pois é um equipamento simples e fundamental para evitar o contágio.

A coluna Giro, do jornal O Popular, informa hoje que a principal exigência do governo para a flexibilização das atividades econômicas é que o isolamento social em Goiás não caia para menos de 50%. Caso isso aconteça, poderá rever as regras e impor novas restrições ao funcionamento de empresas. Atualmente a taxa média deste isolamento, segundo aplicativos de celular, é de 56% no Estado. Ou seja: a margem para flexibilização da quarentena seria muito pequena. Já a Folha de S.Paulo informa que o governador Caiado deve iniciar a flexibilização pela construção civil, mineração e polos industriais, a depender dos números do Covid-19 no Estado, deixando o comércio para uma outra etapa.

Mostrando com exemplos que essa não é uma situação simples, Ronaldo Caiado falou do que está acontecendo no Amapá, no Ceará, no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde o processo de contágio se acelerou e “por isso é importante a quarentena e a abertura devagar para não termos o crescimento muito grande de contaminados”. Observou que a pessoa que não é do grupo de risco precisa ter muito cuidado também, porque se torna um transmissor de grande risco e que pode provocar um crescimento exponencial do número de casos da doença. Disse ainda que se mostrou chocado com as imagens apresentadas de Nova York, com a quantidade de pessoas sendo enterradas de uma maneira assustadora e que a luta é para que isso não aconteça em Goiás.

O Fórum das Entidades Empresariais avaliou ontem as atividades em vários setores econômicos, como a construção civil, o agronegócio, o turismo e lazer, os setores industrial, comercial e de serviços e nas cooperativas. A dificuldade de acesso ao crédito, principalmente para as micro e pequenas empresas, é o maior motivo de preocupação. As lideranças empresariais defenderam a imediata efetivação e o pleno funcionamento do Comitê Estadual Socioeconômico de Enfrentamento ao Coronavírus – COVID-19 no Estado de Goiás, criado pelo decreto do governador Caiado em 06 de abril. O comitê, a pedido dos empresários, trá também representantes do setor industrial e do agronegócio, além do setor do comércio que já contemplado. Pedem, ainda, a inclusão da representação institucional das micro e pequenas empresas.

Os presidentes das principais entidades empresariais de Goiás voltaram a enfatizar a urgência para o retorno de diversas atividades econômicas de forma segura, respeitando às determinações das autoridades sanitárias, tendo como contrapartida o compromisso do setor produtivo em seguir as recomendações emanadas dos protocolos concernentes a cada atividade e a orientação de todos os agentes envolvidos nesta retomada.

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