É praticamente certo que o governador Ronaldo Caiado deve anunciar até amanhã (03/04) a prorrogação do seu decreto com medidas restritivas para fluxo de pessoas e abertura de empresas em Goiás, no objetivo de combater a propagação do novo coronavírus (Covid-19) no Estado. O atual decreto, publicado em 13 de março, vigora até este sábado (04/04), mas fontes no governo afirmam que a prorrogação deve ser anunciada para pelo menos até o domingo de Páscoa (12/04). Pelo menos, frisam bem.

Nos últimos dias há uma intensa negociação de lideranças do setor produtivo goiano para que o governador acate algumas propostas de flexibilização da quarentena para as empresas no comércio, nos serviços e na indústria no Estado. O objetivo é evitar a falência de milhares de negócios.

Mas, segundo fontes no governo, vários fatores contribuem para que a quarentena seja prorrogada em Goiás: número de casos de pessoas infectadas pelo coronavírus, embora ainda pequeno, tende a crescer no Estado nas próximas duas semanas; a rede de saúde pública estadual não estaria ainda preparada para atender um grande aumento de pacientes em estado mais crítico; outros Estados e o Distrito Federal já prorrogaram suas quarentenas para até meados de abril ou até mesmo para até início de maio; existe ainda um grande apoio popular às medidas do governador Caiado para combater a pandemia; enfraqueceu a mobilização de militantes do presidente Jair Bolsonaro pró-abertura geral das empresas; e que os próprios empresários goianos precisam de um prazo mínimo para se prepararem às exigências que serão feitas para abertura, mesmo que gradual, das atividades econômicas no Estado.

O governador Caiado chegou a sinalizar na semana passada para algumas lideranças empresariais e parlamentares mais próximos que iria flexibilizar a quarentena em Goiás (leia mais aqui). Havia forte pressão, não somente de comerciantes e industriais, mas também de produtores rurais para isto. Vários protestos estavam sendo mobilizados. Mas, desde sábado, Caiado tem sinalizado com declarações e medidas que mudou de ideia e deve prorrogar por mais algum tempo as medidas de restrição no Estado.

O Fórum das Entidades Empresariais de Goiás apresentou há uma semana ao Governo estadual um plano para a abertura gradual dos negócios que hoje sofrem restrição. Depois, os presidentes das entidades realizaram reuniões com os secretários estaduais de Economia, Saúde e Desenvolvimento Econômico. Entre as principais propostas estão a adoção de isolamento vertical, o retorno escalonado da indústria, do comércio e serviços e o estabelecimento de protocolos sanitários a serem cumpridos pelas empresas.

A Fieg, por meio do IEL Goiás, criou um aplicativo web – responsivo e que pode ser usado por meio de telefone celular, desktop, tablete, notebook – que estabelece protocolos sanitários para a retomada das atividades das empresas em Goiás. A plataforma cruza informações cadastrais das empresas com dados da Secretaria de Saúde para a liberação do retorno mediante o cumprimento de exigências sanitárias. “O objetivo é colocar o estado pra rodar com toda a responsabilidade, aos poucos, cada empresa assumindo suas responsabilidades. Se alguém descumprir ou se os números de contágio naquela localidade começarem a subir, para tudo naquela localidade”, afirma o presidente da Fieg, Sandro Mabel.


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