A receita líquida do Laboratório Teuto Brasileiro cresceu 25,8% no ano passado, para R$ 966 milhões, segundo balanço fiscal publicado pela indústria de medicamentos genéricos, sediada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA). Entretanto, o aumento mais expressivo foi no lucro líquido da empresa: de R$ 12,2 milhões (2018) para R$ 106,9 milhões (2019).

O Laboratório Teuto é uma das indústrias pioneiras na produção de medicamentos genéricos no Brasil. Tem como objeto fabricação própria ou sob encomenda de terceiros de produtos farmacêuticos, produtos para saúde, alimentos e cosméticos, obtenção de autorizações e licenças especiais para fabricação de produtos farmacêuticos especiais, importação, exportação, embalagem, reembalagem e comercialização de matérias primas, bicos de mamadeiras, mamadeiras, chupetas, máscaras, anestésicas e preservativos contra oxidação e deterioração de materiais, importação e exportação de produtos acabados para linhas humanas, veterinária, de higiene e cosméticos.

Com 3,5 mil funcionários, o Teuto iniciou no ano passado um programa de investimentos em expansão da sua linha de medicamentos depois de forte reestruturação administrativa e financeira, desde que a família Mello reassumiu o controle acionário da empresa ao recomprar a parte da multionacional Pfizer, em 2017. A indústria goiana fez um reperfilamento de sua dívida junto aos bancos, em condições compatíveis com seu fluxo de caixa e perspectiva de crescimento nos próximos anos, sem afetar sua capacidade de reinvestimento. Também intensificou ações para a redução de custos e perdas, melhoria da margem e do lucro.

O Teuto também já foi cortejado por laboratórios nacionais e internacionais, entre eles, a Eurofarma, controlada pelo empresário Maurizio Billi, e a suíça Novartis. Fundos de investimentos chegaram também a avaliar o laboratório goiano, entre eles o fundo soberano de Cingapura, o GIC, e o brasileiro Principia, que veria a Teuto como uma forma de ampliar sua presença na área farmacêutica. Mas o elevado endividamento da empresa goiana na época foi um obstáculo para as negociações avançarem.


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