Mais da metade das indústrias registra forte queda na demanda

Mais da metade das indústrias registra forte queda na demanda

30 de março de 2020

A pandemia do novo coronavírus causou uma queda na demanda por produtos e serviços para 79% das empresas, sendo que 53% relata queda intensa, mostra consulta realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na base do setor. Uma parcela de 5% registra aumento da demanda e 2%, aumento intenso. A consulta foi realizada com 734 empresas de pequeno, médio e grande porte entre 26 e 27 de março. A queda no faturamento é o principal impacto da pandemia do novo coronavírus, apontada como um dos três principais por 70% das empresas industriais consultadas. Em segundo lugar, tem-se o cancelamento de pedidos e encomendas, escolhido por 49%, seguido por queda na produção, com 33%, e paralisação da produção, com 30%.

Segundo a consulta, o cenário atual, conjugado à continuidade de despesas regulares das empresas (salários, tributos, energia, aluguel etc) e à queda na liquidez no mercado financeiro, suscitam preocupação com a sobrevivência das empresas. “O governo brasileiro precisa intensificar as ações de combate à Covid-19 e de ajuda à população e às empresas. O uso de recursos públicos deve ser direcionado ao fortalecimento do sistema de saúde e ao alívio da situação financeira das empresas, com a finalidade de preservar os empregos”, recomenda o relatório da CNI.

No que diz respeito à logística de transporte dos produtos, insumos ou matérias-primas, 38% das empresas dizem enfrentar muita dificuldade; 45% pouca dificuldade; e 17% afirmam não ter problemas. Ao todo, 37% das empresas relatam ter muita dificuldade para conseguir insumos ou matérias-primas. Uma parcela de 49% relata ter pouca dificuldade; e 15% dizem não enfrentar problemas para conseguir esses itens.

A pesquisa perguntou, também, como a produção das empresas está sendo impactada pela pandemia da covid-19. Ao todo, 23% das empresas apontam que a produção está parada por tempo determinado; 18% por tempo indeterminado; 19% relataram queda intensa na produção; 21% relataram queda; 15% estabilidade; 4% aumento; e 1% aumento intenso.

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus obrigou as empresas a tomar uma série de medidas com relação aos seus empregados. Há medidas com o objetivo de evitar a disseminação da doença e medidas em resposta à queda na demanda e, consequentemente, da produção. A adoção de trabalho domiciliar (home office) é a medida mais amplamente utilizada: 58% das empresas consultadas adotaram a medida. Não obstante, em se tratando de indústrias, tal medida não alcança a maior parte dos trabalhadores.

Outra medida relativa à segurança de saúde ao trabalhador é o afastamento de empregados com sintomas, medida que foi tomada por 46% das empresas consultadas. A concessão de férias a parte dos trabalhadores foi adotada por 47% das empresas. Note-se que a dispensa/demissão do trabalhador foi adotada por 15% das empresas consultadas e que 13% reduziram a jornada de trabalho.

Questionadas sobre sua disponibilidade financeira para lidar com pagamentos de rotina (tributos, fornecedores, salários, energia elétrica e aluguel), 42% das empresas dizem enfrentar uma situação muito difícil. Um percentual de 31% relata uma situação difícil; 24%, nem fácil nem difícil; 2%, fácil; e 1%, muito fácil. No que diz respeito ao capital de giro, 39% das empresas dizem que não buscaram esses recursos. Considerando apenas as que buscaram capital de giro, para 45%, está muito mais difícil conseguir essas linhas de financiamento. Uma parcela de 33% disse que está mais difícil. Para 20%, esse cenário segue inalterado e, para 2%, está mais fácil.

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