Com as medidas adotadas pelas autoridades para combater a propagação do novo coronavírus no Brasil, entre elas o fechamento da maioria das atividades comerciais, há uma corrida para ampliar a oferta de crédito (empréstimos e financiamentos) em condições especiais para evitar que a crise cause a falências de milhares de empresas no País e em Goiás. Acredita-se que haverá um aumento significativo desta demanda a partir de abril. A maioria das medidas tem validade para 15 dias, vigorando até a primeira semana de abril, mas existe a possibilidade de que possam ser prorrogadas por tempo indeterminado.

O BNDES promete injetar R$ 55 bilhões nos próximos seis meses: R$ 20 bilhões virão da transferência de recursos do Fundo PIS-PASEP para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a ser gerido pelo Ministério da Economia; R$ 19 bilhões da suspensão temporária de pagamentos de parcelas de financiamentos diretos para empresas, tanto o principal quanto os juros, chamada de standstill; R$ 11 bilhões em standstill de financiamentos indiretos para empresas; e R$ 5 bilhões com a ampliação do crédito para micro, pequenas e médias empresas por meio dos bancos parceiros.

Da micro a empresas com até 300 milhões de faturamento anual poderão ter acesso ao Capital de Giro BNDES, via repassador financeiro. O banco tem esse caixa disponível, financiando em até 5 anos, com 2 anos de carência, e o limite máximo é de R$ 70 milhões para cada tomador. As medidas apoiam o trabalhador de forma direta, com a possibilidade de novos saques do FGTS, e indireta, ao ajudar na manutenção da capacidade financeira de 150 mil empresas, que empregam mais de 2 milhões de pessoas. O banco federal já estuda medidas setoriais, com destaque para as companhias aéreas, turismo, bares e restaurantes, Estados e municípios. Essa coordenação será feita em conjunto com o Tesouro Nacional.

Os micro, pequenos e médios empreendedores goianos devem ter também à disposição R$ 500 milhões para capital de giro emergencial, inclusive para pagamento de custos fixos – impostos, mão de obra, aluguéis e outros. O empresário também poderá negociar suas dívidas com impostos, incluindo esses valores no contrato de empréstimo. Os recursos serão liberados através da GoiásFomento, no Goiás Empreendedor e Banco do Brasil, via Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO).

Cerca de R$ 350 milhões virão dos dois agentes financeiros oficiais do governo de Goiás. A carência é de 6 a 12 meses e o prazo para pagamento de 24 meses. O governo do Estado anunciou que vai criar um Fundo de Aval para facilitar o crédito aos microempresários. Para contato na GoiásFomento o empresário deve ligar para o número (62) 3216-4900, e para o Goiás Empreendedor buscar os seguintes contatos: (62) 9 8127-4412, (62) 9 8225- 5120.

O setor de turismo terá linhas de crédito de R$ 15 milhões. Os recursos do Ministério do Turismo também serão operacionalizados pela GoiásFomento. A previsão é liberar, já nesta semana, os recursos para capital de giro de bares e restaurantes, atingidos pelo decreto estadual, que desde quinta-feira estão obrigados a permanecerem fechados. As linhas de crédito irão para pagamento de funcionários. Outros segmentos também serão beneficiados, entre eles, organizadores de eventos e meios de hospedagens.


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