Secretária de Economia, Cristiane Schmidt tem dito que o Estado enfrentará também dificuldades financeiras com o coronavírus

Os representantes do Fórum de Entidades Empresariais do Estado de Goiás (FEE) terão reunião hoje (18/03) com a equipe econômica do governo de Goiás. Também está previsto um encontro, ainda a confirmar, com o governador Ronaldo Caiado. O objetivo é avaliar quais medidas podem ser tomadas para reduzir os impactos em diversos setores econômicos com as medidas de restrição e de fechamento de estabelecimentos comerciais adotadas pelo Estado, no combate à propagação do coronavírus, que começam a vigorar a partir desta quinta-feira.

Algumas entidades (Fieg, Fecomércio e Acieg) já divulgaram sugestões para reduzir o impacto no setor produtivo goiano. O encontro com a secretária estadual Cristiane Schmidt (Economia) está confirmado para hoje com a participação de algumas das lideranças do FEE, especialmente aquelas mais ligados ao setor terciário (comércio e serviços), que deve sofrer em curto prazo os efeitos negativos das medidas de restrição de funcionamento das empresas. A equipe econômica do governo estadual faz levantamento dos impactos também sobre a arrecadação do Estado, especialmente para abril e maio. Uma expectativa, ainda preliminar, é de queda de 30% a 50% na arrecadação do ICMS neste período, segundo fontes no governo.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL) recomenda que as orientações passadas pelo Estado sejam acatadas, mas defende medidas para minimizar os impactos e melhor distribuir o ônus econômico e social do combate ao coronavírus. Solicita que sejam estudadas medidas como a redução da alíquota ou base de cálculo de tributos suportados pelo comércio, como ICMS e ISS; plano de renegociação de débitos tributários, com a suspensão da exigibilidade de tributos estaduais e municipais e prorrogação do vencimento no recolhimento dos tributos; liberação de linha de crédito com custos e taxas reduzidos, e carência a partir de seis meses. Solicita ainda parcelamento de débitos relativos às concessionárias e permissionárias de serviços públicos, como energia, água e esgoto, gás e telefonia.

A entidade pede também que seja estabelecido contato e firmado acordo com o Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho e Sindicatos acerca de temas que envolvem a flexibilização e regularização das férias coletivas; flexibilização e regularização dos regimes de teletrabalho (Home office); adoção de regime de escalonamento do horário do comércio; regularização do revezamento de equipes de empregados; e a suspensão de atividades das empresas afetadas.


Deixe seu comentário