O preço nominal médio dos imóveis residenciais subiu 1,37% em janeiro em Goiás, perdendo somente para São Paulo, onde a alta foi de 1,69%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), cuja pesquisa considera os valores de imóveis vendidos por meio de financiamento bancário em 10 capitais.
No País, o preço médio dos imóveis cresceu 1,03% em janeiro, um desempenho ligeiramente abaixo de dezembro, quando a alta foi de 1,07%. Já no acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, o preço dos imóveis subiu 5,17%, mostrando uma aceleração frente ao acumulado nos últimos 12 meses até dezembro, quando subiu 4,11%.

A pesquisa mostrou que nove das dez capitais tiveram alta nos preços médios no mês de janeiro: São Paulo (1,69%), Goiânia (1,37%), Brasília (1,35%), Salvador (1,25%), Curitiba (1,24%), Fortaleza (0,68%), Recife (0,57%), Porto Alegre (0,34%) e Belo Horizonte (0,24%). Houve recuo nos preços apenas no Rio de Janeiro (-0,04%).

Assim como nos meses anteriores, a elevação do preço médio dos imóveis foi puxada pela cidade de São Paulo, onde o mercado está mais aquecido. Mas, já é possível observar também um movimento disseminado de aumento dos preços médios nas outras capitais, ainda que em ritmos distintos. Os destaques positivos são de Salvador, Goiânia, Curitiba e Brasília, onde os preços já subiram mais que a inflação no acumulado dos últimos 12 meses, o que representa o começo de uma recuperação.

A Abecip avaliou que os principais indicadores do nível de atividades na economia brasileira na passagem de 2019 para 2020 ainda não permitem identificar uma consistência no processo de recuperação do País. No entanto, os níveis baixos das taxas de juros e a retomada gradual do nível de emprego geram expectativas positivas em relação à demanda por imóveis ao longo dos próximos meses.

Na visão da Abecip, esse é um cenário favorável à disseminação da recuperação dos preços do setor em termos reais. A associação lembrou ainda que o ritmo dessa recuperação continua condicionado à aprovação de reformas capazes de melhorar a percepção em relação ao ambiente de negócios, de forma suficiente para alavancar uma retomada do nível de investimentos. (Com agências)


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